domingo, 21 de janeiro de 2018

OS RATOS ESTÃO VOLTANDO...

Lembro-me de uma frase de Carlos Heitor Cony, recentemente falecido: “Para conquistar o poder, tudo é possível”. A política é a arte de camuflar a verdade. As raposas mais espertas manipulam as coisas com tal sapiência que enganam até os bem avisados. Política sempre foi assim. Democracia é apenas o rótulo da mesma manipulação. Por isso é que o marqueteiro se tornou o elemento principal da arte política. Seria bom se nos apresentassem programas de governo e que escolhessem equipes de apoio de alto nível, de competência e seriedade. Que não roubassem. Nada disso acontece, tudo entra no velho problema do favorecimento, do cambalacho, da barganha, da tramóia e do indisfarçável nepotismo. Eles se arrumam diante de nossos olhos estupefatos. Os ratos estão voltando. As mesmas promessas de salvar a Nação. O mesmo refrão. A mesma desfaçatez. De nosso lado, a mesma desesperança. (Escritor/jornalista Eugenio Santana)

O IMPÉRIO DO AMOR E DO PODER...

É importante observar que não há descanso antes do último suspiro, não o meu, não o seu e, sim, da Obra em construção! Esta Obra é o Ser Humano, naturalmente. Um edifício em ruínas: talvez uma metáfora desse tempo que estamos atravessando e que eu tenho denominado de crise de demolição – lição do demo, da dispersão e fragmentação. Esse desabamento de uma Babilônia insustentável, do império do amor ao poder. Lembrando que, das pedras dos escombros inevitáveis, poderemos erguer uma nova Jerusalém, a cidadela do poder do Amor. (Escritor/Jornalista Eugenio Santana, FRC – Autor de nove livros publicados)

AS SEMELHANÇAS ENTRE VAN GOGH E ARTHUR RIMBAUD...

Desse grupo de mártires, todos cheios de premonições do futuro, aquele cuja tragédia mais se aproxima da de Rimbaud é Van Gogh. As suas vidas estão entre as mais tristes de que se tem notícia nos tempos modernos. As semelhanças de temperamento entre ambos são extremamente grandes e surpreendentes. O traço comum mais marcante é a pureza de sua arte. Ambos pareceram escolher deliberadamente o caminho mais difícil para si mesmos. Para eles a taça da amargura transbordou. Traziam viva uma ferida que jamais cicatrizou. Quanto mais pediam, menos recebiam da vida. Viveram feito espantalhos, entre as abundantes riquezas de nosso mundo cultural. (Eugenio Santana, jornalista, escritor, poeta e ensaísta)

sábado, 20 de janeiro de 2018

11:11 - SINCRONICIDADE (*)

“11:11, faça um desejo!” É uma frase que você pode ter ouvido antes, mas qual o significado por trás disso? O que significa ver 11:11 em nosso celular ou em um relógio digital? Além de ser um número que está associado com sonhos e desejos se tornando realidade, 11:11 é a única hora do dia (usando o relógio de 12 horas), que todos os quatro dígitos do relógio são os mesmos. No entanto, parece que algumas pessoas podem viver esse momento mágico com mais frequência do que outras. De acordo com a numerologia, o número 11 é a ligação entre o mortal e imortal; o que explica a ideia de que, quando o relógio marca 11:11, uma janela para o céu se abre para conceder desejos. Outros ligam o hrário 11:11 a uma sincronicidade simbólica. 11:11 é mera coincidência ou há algo maior acontecendo? Usando a lógica e a ciência por trás desse fenômeno de pessoas vendo repetidamente o mesmo número, acabamos com três razões – acaso, predisposição e aceleração. Ao não usarmos a lógica, vamos acabar com uma outra razão – sincronicidade. Possibilidade apenas significa que você viu o número. Predisposição significa que você está atraindo um número em particular. Portanto, o vê com mais freqüência. Aceleração significa que, depois de ver um número várias vezes e começar a se perguntar sobre ele, em breve você vai começar a ver esse número com mais freqüência. Sincronicidade indica um poderoso fluxo de conexão entre pessoas, lugares, coisas, e/ou fenômenos aparentemente diferentes que de alguma forma se torna um número ou uma série de números. Agora que temos uma compreensão desses quatro fatores, podemos começar a ir mais fundo em ocorrências digitais estranhas. Possibilidade Os números estão ao nosso redor, em nossas receitas, em sua loja favorita, no carro, no seu telefone, mídias sociais e em uma tonelada de outras coisas. Há uma boa chance de você encontrar números iguais. Por alguma razão, você tem um número favorito. Você logo começará a ver como esse número aparece em outras coisas em sua vida. Seu jogador de futebol favorito veste o número 81, e 81 são os dois primeiros dígitos de seu cartão de estudante ou os dois últimos dígitos do seu número de telefone celular. Agora você está predisposto a reconhecer esse número sempre que vê-lo. Conforme você começa a ver qualquer número com mais freqüência, em breve começa a se perguntar se há algo de especial sobre este número. É aí que a aceleração é acionada. Nossas mentes estão sempre em busca de respostas para os mistérios, e seu subconsciente vai tentar decifrar esta informação O aparecimento repetido de 11:11 no seu celular ou relógio digital pode significar que você está no fluxo sagrado da sincronicidade. Muitas coisas boas estão acontecendo simultaneamente – como uma série de bons momentos na vida. Lembre-se, o nosso sistema digital de manutenção de tempo e contar o tempo em si, é linear. No entanto, números como 11:11, 04:44, 00:34 ou 01:23 permitem o reconhecimento de conexões ocultas entre aparentemente diferentes aspectos da vida que podem guiar-nos a uma maior sincronicidade ou mesmo hipersincronia – uma parte essencial da magia da vida. “Sincronicidade é uma realidade sempre presente para aqueles que têm olhos para ver.” – Carl Jung, psiquiatra, psicólogo, autor (1875 – 1961) (*) Copydesk/Fragment By EUGENIO SANTANA. Escritor, jornalista, ensaísta, místico Rosacruz, redator publicitário, revisor de textos, biógrafo e blogueiro. Membro efetivo da ALNM - Academia de Letras do Noroeste de Minas. Autor de nove livros publicados. (96) 98100-0986 (WhatsApp)

HÓSPEDE DA TERRA, PASSAGEIRO DO MUNDO...

Está escrito em algum lugar: em páginas do planeta-escola a morte do homem é oráculo hermético. Hóspede da Terra, passageiro do mundo. Aqui tudo acaba, aqui tudo acaba quando desponta a estrela vésper. Está escrito na Asa do tempo: escrever ao acaso é chegar é chegar sem prazo, sem data de validade. Alguma alga inventa a vida. Ali onde luas, estrelas, estalos, gargalos. Ali onde áspera é a beleza, suave em excesso. Ali fibra. Ali febre. A amada na distância, nas cartas raras. Onde amarras se rompem, e onde destinos se entrelaçam em elos que não se partem. (Escritor/jornalista Eugenio Santana)

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

DE NÉVOAS, NEBLINAS; SOMBRAS E NEUROFORIAS... (*)

(Dedico a Carlos Ruiz Záfon) Um rosto desfigurado?... O homem esconde o rosto, que não é disforme, puro disfarce de dramaturgia de um filme “Cult” ou “underground?”, caminha pela enorme Avenida da Barcelona histórica, com a indelével marca da Arquitetura gótica. A roupa negra – e coadjuvante – um chapéu cor de chumbo. Penetra a cidade silenciosa – numa madrugada cósmica – à procura de Juan Gonzáles – seu Mestre Espiritual e Alter-ego – Guardião da “Biblioteca Insólita”, aonde é guardado um exemplar de cada livro publicado no mundo, a partir do século XXI. Conserva o rosto impenetrável como uma máscara de anti-herói triste – que se sente culpado – e sem que perceba desce uma lágrima furtiva ao lembrar-se do último reencontro que manteve com Nuria Robledo. O Diretor levanta a placa e acena para o término da última cena. Questiona, enigmático: Ficção também é Vida? Sem pressa, o homem, de cerca de 50 anos – idade do Lobo - caminha pausadamente entre névoa e neblina e recorda da agonia do Corvo de Edgar Alan Poe gritando por “Lenora”, e fala para si mesmo: “este é o último filme que protagonizo sobre Sombras e Neuroforias”... (*) EUGENIO SANTANA é escritor, ensaísta, ficcionista e jornalista. Mineiro de Paracatu. Radicado em Macapá/AP. Ex-Superintendente de Imprensa no Governo do Rio de Janeiro. Autor de nove livros publicados.

OS LIVROS E A DOR PSÍQUICA...

O mais encantador e mágico canal de comunicação com a dor, pois através de histórias alheias reescrevemos a nossa própria e suavizamos os efeitos colaterais de estar vivo. Ler é o diálogo silencioso com nossos fantasmas. A leitura subverte nossas convicções, redimensiona nossos dramas, nos emociona, faz rir, pensar, refletir, recordar. Catarses intimidam a dor. Meditação. Religião. Contato com a mãe-Natureza. Viagens alguns poucos amigos. Solidão. Você decide por qual caminho irá dialogar com a sua dor, num enfrentamento que, mesmo que você não saia triunfante, ao menos fortalecerá sua personalidade. Quem não dialoga com sua dor psíquica, não a reconhece como a inimiga admirável que é, capaz de torná-lo um ser humano mais forte e livre e autosuficiente. (Escritor/jornalista EUGENIO SANTANA)

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

TENHA PACIÊNCIA COM TODAS AS COISAS...

A paciência é como a quilha de um barco; ela nos permite manter a estabilidade nos mares mais revoltos da vida, enquanto continuamos a nos mover na direção que desejamos. Tenha paciência consigo mesmo e, assim o fazendo, terás também paciência com teus semelhantes, porque tudo está ligado a MOTIVAÇÃO, que leva-nos a “querer” fazer, executar, por em prática, pois o resultado leva-nos a tomar ATITUDES, que é a maneira de decidir, escolher, praticar. Enfim, e não para aqui, devemos cultivar nossa PERCEPÇÃO, que é prestar atenção a nossa estrutura interna (espiritual), dar-lhe sustentação pela Fé que nos liga ao Criador, e assim, nosso corpo material nos levará aos lugares que desejarmos ir. Cultive a paciência, porque ela nos trará relacionamentos mais saudáveis; melhores condições de trabalho; mais e melhor paz de espírito; fortalece nossa maturidade e expande nossa sabedoria. (Escritor, ensaísta e jornalista Eugenio Santana. Autor de nove livros publicados; membro efetivo da Academia de Letras do Noroeste de Minas (ALNM). Sócio da UBE – União Brasileira de Escritores e da ACI – Associação Catarinense de Imprensa; pertence à ADESG/DF; Greenpeace/SP e AMORC – Antiga e Mística Ordem Rosa Cruz)

domingo, 14 de janeiro de 2018

O MUNDO SE COMPÕE DE APARÊNCIAS (*)

Nem o sol nem a morte podem ser encarados fixamente. Somos muitas vezes firmes por fraqueza e audaciosos por timidez. Todos nós temos força suficiente para tolerar os males dos outros. O mal que praticamos não atrai tanta perseguição e ódio quanto nossas boas qualidades. Se não tivéssemos defeitos, não sentiríamos tanto prazer em notá-los nos outros. Ocorre com o verdadeiro amor o mesmo que com a aparição de fantasmas: todos falam deles, mas poucos já os viram. Na convivência da vida, na maioria das vezes agradamos mais por nossos defeitos que por nossas qualidades. Sinal de extraordinário mérito é ver aqueles que mais o invejam obrigados a elogiá-lo. Quanto mais gostamos de uma mulher, mais perto estamos de odiá-la. Cabe somente aos grandes homens ter grandes defeitos. Envelhecendo, nos tornamos mais loucos e mais sábios. Por mais que falem bem de nós, nada de novo nos ensinam. Há pessoas tão centradas em si mesmas que, quando estão apaixonadas, encontram meio de se ocupar de sua paixão sem se ocupar da pessoa que amam. Em todas as profissões, cada um mostra uma fisionomia e uma aparência para parecer o que quer que se creia dele. Desse modo, pode-se dizer que o mundo se compõe unicamente de aparências. (*) EUGENIO SANTANA é jornalista, escritor, ensaísta, consultor e relações públicas

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

PRÓLOGO: DE TUDO, UM POUCO... (*)

“Sou pedaços de músicas, fragmentos de textos, sou um pouco de um muito, sou apenas uma mistura de tudo.” Que você tenha, de tudo, um pouco... Sensibilidade para não ficar impassível perante a inesgotável beleza da vida. Coragem para colocar a inibição de lado e poder realizar o que tem vontade. Solidariedade e empatia para não ficar omisso diante do sofrimento dos homens e dos animais. Generosidade para não desviar o seu sábio olhar de quem te pede uma ajuda. Uma sugestão. Um conselho. Um toque motivacional. Uma dica de um filme ou de um livro ou peça teatral. Serenidade para quando chegar ao fim do dia, deitar e dormir o sono dos anjos e dos justos. Euforia para você distribuí-la, amplamente, colocando um sorriso no rosto de alguém. Simplicidade para você reconhecer aquilo que você não é. Personalidade para você ter a percepção de suas qualidades e gostar do que vê por dentro. Fé para te guiar, como uma bússola, e te sustentar e te manter de pé. Transparência para você continuar sendo autêntico, gostar de você mesmo e desfrutar de uma melhor qualidade de vida. Felicidade para você reinventá-la dentro de você e doá-la a quem necessitar. Amizade para você jamais esquecer que, quem tem um amigo, tem um tesouro de valor inestimável. Esperança para fazer você crer na vida e se sentir um eterno menino. Sabedoria para compreender e discernir que só o Bem existe, o resto é utopia e ilusão. Desejos para nutrir o seu corpo e proporcionar prazer ao seu espírito. Sonhos para poder, diariamente, alimentar a sua alma. Amor para você ter alguém para amar e sentir-se amado. Para você desejar tocar uma flor-estrela e sorrir pra lua e perceber que a vida é bela, através do simples exercício de uma caminhada ao Crepúsculo, na orla do Rio Amazonas, em Macapá. Para você descobrir que existe um sol alado no seu coração. Para você se sentir feliz na Aurora de cada dia e saber que o Amor é a razão essencial da vida. Mas se você não tiver um amor, que nunca deixe morrer em você, a busca e a vontade de encontrá-lo. Tenha de tudo, um pouco... e Seja feliz, muito feliz meu amigo, professor, doutor JURACY FREITAS. Foi motivo de júbilo conhecer esse arquiteto da palavra, um escritor dos bons. Segue sua senda Juracy, viajor incansável de trilhas inimagináveis. Parabéns! Continue semeando Palavras de Luz, nesse mundo desventurado e desfigurado de humanidade e fraterno afeto aos seres, coisas e ao Eterno. Se algumas respostas podem ser encontradas, nem todas as indagações podem ser atendidas. Resta, portanto, aguardar, com renovada expectativa, o volume II da obra “DE TUDO, UM POUCO”, do beletrista Juracy Freitas! (*) EUGENIO SANTANA é mineiro de Paracatu. Escritor, jornalista, ensaísta, redator publicitário e relações públicas. Autor de nove livros publicados, um deles, “Ventos Fortes, Raízes Profundas”, pelo selo MADRAS Editora/SP. Membro efetivo da Academia de Letras do Noroeste de Minas (ALNM), ocupante da cadeira (2) dois. Sócio da UBE-GO/SC – União Brasileira de Escritores e da ACI – Associação Catarinense de Imprensa e membro Acadêmico Benemérito “Ad Honorem”, do Centro Cultural, Literário e Artístico de Portugal.

NÓS, OS RESTANTES (*)

O que sobrará? - Um livro, talvez, escrito nas noites insones, palavras e mais palavras, pensamentos e pensamentos, reflexões e mais reflexões, nele permanecendo um pouco – ou muito? – de nossos anseios, de nossos sonhos e utopias, de nossas dúvidas, de nossas esperanças e fé? Talvez fragmentos de nossas vidas ávidas transformando seres reais em personagens ou universos oníricos em realidades palpáveis? E quando o tempo se for, as páginas, já amareladas e carcomidas, trarão as marcas indeléveis do pensamento de quem o escreveu, tornando-o recordação duradoura. (*) Jornalista, escritor, ensaísta, publicitário Eugenio Santana. Autor de nove livros publicados. Membro efetivo da ALNM – Academia de Letras do Noroeste de Minas, onde ocupa a cadeira (2) dois; sócio da UBE – União Brasileira de Escritores e da ACI – Associação Catarinense de Imprensa. WhatSapp (96) 98100-0986

sábado, 6 de janeiro de 2018

PRECISAMOS NOS DESCONECTAR POR ALGUNS INSTANTES...

NIETZSCHE DIZIA QUE CAMINHAR AJUDA a encontrar as idéias, a descobrir-se a si mesmo. Presentearmo—nos com um momento de solidão nos permite ordenar os pensamentos, questionar sobre o que realmente desejamos. É nosso momento de recolhimento, nosso espaço de criatividade. Eckhart Tolle fala do quão complicado pode ser o ruído mental, o fato de estarmos pensando constantemente. Se nossa cabeça está sempre em ebulição, não poderemos desfrutar de um momento de paz nem viver o aqui e agora. Por isso, convém desconectar. Todo o resto pode esperar alguns minutos. Precisamos nos desconectar por alguns instantes do mundo e nos concentrar em nós mesmos. Você irá descobrir que a solidão é curativa, criativa e libertadora. Se reservar uma pequena parte do dia para si mesmo, deixará de se sentir perdido. (Escritor, jornalista e ensaísta EUGENIO SANTANA)