quinta-feira, 26 de abril de 2018

O AMOR ABRE NOSSOS OLHOS CEGOS PARA A BELEZA (*)

O Amor é o poder que dentro de nós aceita e valoriza o outro ser humano tal como ele é, que aceita a pessoa que ali está, verdadeiramente, e não a transforma no ser idealizado pela nossa projeção. O amor nos faz respeitar a pessoa como um todo. O amor permite ao homem ver o valor intrínseco na mulher, e por isso mesmo o amor o leva a honrá-la e a servi-la, ao invés de usá-la para os interesses de seu ego. Quando tem o amor por guia, ele se preocupa com as necessidades dela e com seu bem-estar, não se fixando em seus próprios desejos e caprichos. O amor altera nosso senso de importância. Pelo amor vemos que nós e os outros temos o mesmo valor como indivíduos diante o cosmo; torna-se tão importante para nós que um ser se complete, que viva plenamente, que encontre a alegria na vida, quanto nos é importante suprir nossas próprias necessidades. No mundo do inconsciente, o amor é uma das grandes forças psicológicas que têm o poder de transformar o ego, de despertá-lo para a existência de algo fora dele mesmo, fora de seus planos, de seu império, fora de sua habitual segurança. O amor liga o ego não somente ao resto da raça humana, como também à alma e a todos os deuses do mundo interior. O amor é, por sua própria natureza, o oposto do egocentrismo. Usamos a palavra amor de maneira muito vaga, nós a usamos para dar dignidade às formas de conseguir poder, atenção, segurança e aceitação por parte de outras pessoas. Quando, porém, nos preocupamos com as “necessidades” criadas por nós, com os nossos desejos, sonhos, com o poder que exercemos sobre as pessoas, isto não é amor. O amor é algo totalmente distinto dos desejos do ego e de seus jogos de poder. Ele leva a outra direção, ou seja, em direção à bondade, ao respeito, às necessidades das pessoas que nos cercam. Em sua própria essência, o amor é uma “apreciação”, um reconhecimento do valor do outro. Ele leva o homem a honrar a mulher, ao invés de usá-la, faz com que ele se pergunte sobre a melhor forma de servi-la. E se a mulher estiver ligada a ele pelos laços do amor, terá essa mesma atitude com relação a ele. A natureza arquetípica do amor talvez jamais tenha sido melhor descrita que nas palavras simples da carta de São Paulo, aos Coríntios: O amor é paciente, é bom; o amor não inveja; o amor não se vangloria e não se envaidece... O amor não procura seus próprios interesses, não se irrita, não folga com a injustiça... Suporta todas as coisas, resiste a todas as coisas. As profecias falharão, as línguas se calarão, a ciência desaparecerá. Mas o amor jamais há de falhar. (*) EUGENIO SANTANA é escritor e jornalista. Nove livros publicados. Membro da Academia Cachoeirense de Letras (ACL), da Associação Uruguaianense de Escritores e Editores e do Centro Cultural, Literário e Artístico de Portugal; sócio da ACI - Associação Catarinense de Imprensa e da UBE/SC - União Brasileira de Escritores. email: autoreugeniosantana11.11@gmail.com e WhatsApp (41) 99547-0100

segunda-feira, 23 de abril de 2018

A SOLIDÃO DE SER DIFERENTE (*)

Parece que há em nós cantos sombrios que toleram apenas uma luz bruxuleante. Um coração sensível gosta de valores frágeis. Entre as muitas coisas profundas que Sartre disse, esta é a que mais amo: “Não importa o que fizeram com você. O que importa é o que você faz com aquilo que fizeram com você”. Pare. Leia de novo. E pense. E reflita. Você lamenta essa maldade que a vida está fazendo com você, a solidão. Se Sartre está certo, essa maldade pode ser o lugar onde você vai plantar o seu jardim. Nietzsche também tinha a solidão como sua companheira. Sozinho, doente, tinha enxaquecas terríveis que duravam três dias e o deixavam cego. Ele tirava suas alegrias de longas caminhadas pelas montanhas, da música e de uns poucos livros que ele amava. Eis aí três companheiras maravilhosas! Vejo, frequentemente, pessoas que caminham por razões de saúde, incapazes de caminhar sozinhas, vão aos pares, aos bandos. E vão falando, falando, sem ver o mundo maravilhoso que as cerca. Falam porque não suportariam caminhar sozinhas. E, por isso mesmo, perdem a maior alegria das caminhadas, que é a alegria de estar em sintonia com a Natureza. Elas não veem as árvores, nem as flores, nem as nuvens, nem sentem a asa do vento acariciar o rosto. Que troca infeliz! Trocam as vozes do silêncio pelo diálogo prolixo e vulgar. Se estivessem a sós com a natureza, em silêncio, sua solidão tornaria possível que elas ouvissem o que a natureza tem a dizer. O estar juntos não quer dizer comunhão. O estar juntos, frequentemente, é uma forma terrível de solidão, um subterfúgio para evitar o contato com nós mesmos. Sartre chegou ao ponto de dizer que “o inferno são os outros”. Eis o que Nietzsche escreveu sobre a solidão: “Ó solidão! Solidão, meu lar!... tua voz – ela me fala com ternura e felicidade! Não discutimos, não queixamos e muitas vezes caminhamos juntos através de portas abertas. Pois onde quer que estas, ali as coisas são abertas e luminosas. E ate mesmo as horas caminham com pés saltitantes. Ali as palavras e os tempos, poemas de todo o ser se abrem diante de mim. Ali todo ser deseja transformar-se em palavra, e toda mudança pede para aprender de mim falar”. Rainer Maria Rilke, um dos poetas mais solitários e densos que conheço, disse o seguinte: “As obras de arte são de uma solidão infinita”. E na solidão que elas são geradas. Foi na casa vazia, num momento solitário, que o operário viu o mundo pela primeira vez e se transformou em poeta. O primeiro filosofo que li, o dinamarquês Soeren Kierkegaard, um solitário que me faz companhia ate hoje, observou que o inicio da infelicidade humana se encontra na comparação. Experimentei isso em minha própria pele. Foi quando eu, menino do interior de uma cidadezinha de Minas Gerais, me mudei para o Rio de Janeiro que conheci as dificuldades. Comparei-me com eles: cariocas, perspicazes, bem falantes, ricos. Eu diferente, sotaque ridículo, gaguejando de vergonha, pobre: entre eles eu não passava de um patinho feio que os outros se compraziam em bicar. Nunca convidei nenhum deles a ir onde eu morava: no apartamento do meu tio, na rua Senador Vergueiro, no bairro do Flamengo. Eu não me atreveria. Conheci, então, a solidão. A solidão de ser diferente. E sofri muito. Nem sequer me atrevi a compartilhar com meus pais esse meu sofrimento. Seria inútil. Eles não compreenderiam. E mesmo que compreendessem, eles nada podiam fazer. Assim, tive de sofrer a minha solidão duas vezes sozinho. Mas foi nela que se formou aquele que sou hoje. As caminhadas pelo deserto me fizeram forte. Aprendi a cuidar de mim mesmo. E aprendi a buscar as coisas que, para mim, solitário, faziam sentido. Como, por exemplo, a musica clássica, a beleza que torna alegre a minha solidão... Sofra a dor real da solidão porque a solidão dói. (*) EUGENIO SANTANA é escritor e jornalista. Nove livros publicados. Membro da Academia Cachoeirense de Letras (ACL), da Associação Uruguaianense de Escritores e Editores e do Centro Cultural, Literário e Artístico de Portugal; sócio da ACI - Associação Catarinense de Imprensa e da UBE/SC - União Brasileira de Escritores. email: autoreugeniosantana11.11@gmail.com e WhatsApp (41) 99547-0100

domingo, 15 de abril de 2018

ESCOLHAS (*)

Inquestionavelmente, você passará, e mais de uma vez no decorrer de sua vida, por dúvidas cruciais concernente aos caminhos a percorrer em busca da idealizada felicidade. São situações únicas nas quais escolhas precisam ser feitas, decisões devem ser tomadas e a protelação apenas alimenta e aumenta a angústia, a ansiedade, a frustração e a insatisfação. Nestas ocasiões, é comum declarar não saber o que se quer. Decerto, os primeiros questionamentos são com relação ao sentido da própria vida, levando ao entendimento de que se trata de uma “crise existencial”, na qual imperam o vazio e o caos. O fato é que este é um momento singular para grande reflexão pessoal a fim de identificar, reconhecer e enfrentar esta crise. É hora de questionar valores, encontrar novas referências, compreender transformações, acolher mudanças ou promover rupturas. Você controla seus pensamentos, amadurece suas emoções e decide sair da zona de conforto, abandonando o comodismo e o conformismo, buscando soluções para seus problemas em lugar de culpados. Por se tratar de um processo, não é algo que será resolvido em um único final de semana. Por isso, é importante ter paciência e dar tempo ao tempo. Interprete esta fase como um período de aprendizado que poderá levar você ao crescimento, à evolução e à superação. Lembre-se de formular muitas perguntas – e buscar respostas para a maioria delas. E embora as tais respostas devam vir de você mesmo, convém consultar terceiros, porém com parcimônia, pois respostas desencontradas podem mais desorientar do que ajudar. Saber o que não quer, também é um grande progresso. Assim é o estudante diante da escolha de qual carreira seguir, que embora frente a múltiplas possibilidades, tem ao menos a convicção de que selecionar Administração exclui Medicina, uma inclinação ao Direito enfraquece a opção por Engenharia, e vice-versa. O profissional em transição de carreira pode ter dúvidas entre pedir demissão e procurar outra empresa, tornar-se consultor, abrir um empreendimento próprio, fazer um concurso público ou mesmo tirar um período sabático para reflexão. Mas será um grande avanço saber que não pretende continuar em seu atual emprego, visto que desestimulado seja pela falta de desafios, oportunidades, reconhecimento ou clima organizacional agradável. Analogamente, um relacionamento conjugal desgastado, arrasta-se e sucumbe de tal forma que a separação não decorre porque se deseja ficar só ou buscar a companhia de outra pessoa, mas apenas porque não se deseja continuar ao lado de quem está hoje. Nossa vida, nos dias atuais, tornou-se alienante, diante de sua rapidez e senso constante de urgência. Deixamos de valorizar o que temos para projetar o que não temos, com base nas imposições da sociedade e no ideal de status. O que realmente vale a pena é aquilo que nos traz serenidade, harmonia e paz no coração. Que nos permite sorrir de forma autêntica e compartilhar da convivência das pessoas que apreciamos. Que nos possibilita recostar a cabeça no travesseiro no final do dia e dormir o sono leve, acolhedor e reconfortante de quem fez o melhor e se prepara para um novo e promissor amanhecer. (*) EUGENIO SANTANA é escritor e jornalista. Nove livros publicados. Membro da Academia Cachoeirense de Letras (ACL), da Associação Uruguaianense de Escritores e Editores e do Centro Cultural, Literário e Artístico de Portugal; sócio da ACI - Associação Catarinense de Imprensa e da UBE/SC - União Brasileira de Escritores, Florianópolis-SC. email: autoreugeniosantana11.11@gmail.com e WhatsApp (41) 99547-0100

quinta-feira, 12 de abril de 2018

O NAVIO DO TEMPO (*)

Um dia é feito de tantos fragmentos, pedaços sujos de estrelas, papéis mofados e carcomidos; crepúsculos e auroras, caminhos que levam a nada. Um dia é feito de portas que se abrem para o limo das palavras: uma lua de papel habita essa terra desabitada. Nas encruzilhadas cavalos dormem um sono cheio de signos e suas crinas trançadas com o lusco-fusco das estradas. As amáveis pessoas que conheci à margem da vida e que me escaparam das mãos de maneira ou de outra como um pássaro escapa, como um sopro escapa de dentro dos ossos voltem, me enlacem e me envolvam e me ajudem a suportar o peso quieto das palavras e o rumor invisível das águias. Por que se perderam de mim essas doces pessoas? Tragam de volta seus rostos como frutas de seda numa bandeja, como borboletas noturnas, lilases. Assim, farejo minhas raízes de frente para o passado nos meus olhos. Antepassados navegam em veleiros espantados. Suas histórias se enredam como flores no concreto, ritos e amores o chão lavado para os momentos sagrados. Um arco de violino toca sete notas nas asas do vento. Fecho os olhos submerso em seus cânticos lamentáveis. O encanto se desmancha. Estou só com o meu destino. Carrego breve a minha cruz. E um retrato entrecortado roído nas bordas pelos ratos que dormem nos porões da memória. Pelos ratos que acordam quando o navio do tempo faz água. Um corte, um hiato, o tempo se contrai e se dilata: quem era eu nesse retrato, quem eram todos aqueles que a vida engoliu? (*) Por EUGENIO SANTANA, FRC - Escritor, jornalista, editor, ensaísta, romancista, redator publicitário. Da Academia de Letras de Uruguaiana/RS e sócio da UBE/SC - União Brasileira de Escritores. Autor de nove livros publicados

O TÃO ESPERADO POR MUITOS ACONTECEU: LULA ESTÁ PRESO (*)

Talvez nunca antes na história deste país se tenha soltado foguete pela prisão de um homem. Os ansiosos tiveram de suportar 26 horas de 50 horas de espera até Lula se entregar à Polícia Federal. Uma decisão do juiz Sérgio Moro frustrou expectativas: não foi possível usar algemas. Não é que Lula pudesse representar perigo, mas, do ponto de vista da sociedade do espetáculo, no entender de parte da população, a imagem, a foto, ficaria muito melhor. O que vem agora? O que vem por aí? O jornal francês “Le Monde” publicou editorial, espaço reservado para os assuntos mais importantes, sobre esse desfecho e sobre o futuro com um título de romance: “A desgraça de um presidente”. No texto, uma frase soa épica: “Grandeza e decadência de uma nação. Graça e desgraça de um Estadista”. O jornal louva o combate à corrupção da Lava Jato, mas se permite algumas observações: “A operação deve demonstrar ao país que a prisão de Lula não é um ato político. Que a prisão daquele que permanecerá como um dos líderes mais notáveis do país não significa o fim das ações. Depois de atingir figuras do Partido dos Trabalhadores até chegar ao seu líder histórico, a ‘Lava Jato’ deve atacar com igual severidade os outros caciques dos partidos do centro ou da direita”. Vai fazer isso? O célebre e influente jornal francês, um dos mais respeitados do mundo por sua seriedade e por sua coragem, questiona as diferentes velocidades de investigação no contexto mais amplo das instituições brasileiras: “Aécio Neves, candidato à presidência em 2014 contra Dilma Rousseff, é suspeito de corrupção passiva e obstrução da justiça. Mas seu caso ainda não foi examinado pela Suprema Corte, apesar do pedido da Procuradora-Geral da República (…) há várias acusações contra Michel Temer. Mas estas permanecem bloqueadas pelo Congresso Nacional”. Vale lembrar quando o STF quer ele quebra o “foro privilegiado”. Exemplos não faltam. Quando não quer, deixa o parlamento decidir. A abertura do editorial certamente não agradará a muitos brasileiros: “A tentação é grande de confundir o destino de Luiz Inácio Lula da Silva com o do Brasil. Uma nação emergente que, sob a presidência do ex-sindicalista, entre 2003 e 2010, embriagada de petróleo e empanturrada de soja, cana-de-açúcar e café, reduziu drasticamente a desigualdade, melhorou a educação e brilhou no cenário internacional. Hoje, o país está retornando à extrema violência, a miséria persiste, enquanto escândalos de corrupção pontuam as notícias políticas”. A prisão de Lula suscita reflexões quase por toda parte. (*) EUGENIO SANTANA é escritor e jornalista. Nove livros publicados. Membro da Academia Cachoeirense de Letras (ACL), da Associação Uruguaianense de Escritores e Editores e do Centro Cultural, Literário e Artístico de Portugal; sócio da ACI - Associação Catarinense de Imprensa e da UBE/SC - União Brasileira de Escritores, Florianópolis-SC. email: autoreugeniosantana11.11@gmail.com e WhatsApp (41) 99547-0100

ESSE É O DESTINO DA VIDA HUMANA? (*)

Não viemos ao planeta para nos desenvolver... Viemos à vida tentando ser felizes. Porque a vida é curta e está passando. E nenhum bem vale tanto quanto a vida. Isto é elementar. Existem 7 bilhões de pessoas vivendo no mundo. No ano 2050, haverá 9 bilhões; uma em cada cinco pessoas (1,4 bilhão) vive com 1,25 dólar por dia ou menos; um bilhão e meio de pessoas não têm acesso à eletricidade; dois bilhões e meio de pessoas não têm banheiro; quase 1 bilhão de pessoas passa fome todos os dias; as emissões de gases do efeito estufa continuam aumentando, e mais de um terço de todas as espécies conhecidas pode entrar em extinção. E a gente se faz esta pergunta: esse é o destino da vida humana? Estas coisas que digo são muito elementares: o desenvolvimento não pode ser contra a felicidade. Tem que ser a favor da felicidade humana, do amor sobre a Terra, das relações humanas, do cuidado com os filhos, de ter amigos, de ter o básico. (Jornalista/Escritor EUGENIO SANTANA)

quarta-feira, 11 de abril de 2018

ESCRITOR PAULO COELHO: CANDIDATO À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA 2018 (*)

1 - Um "guerreiro da luz" sente quando é chamado, quando as sombras descem pelas colinas, o "guerreiro da luz" então tem de erguer sua espada-vela e iluminar o que parece sem esperança, teria dito o místico autor sobre parte de suas razões; 2 - Precisamos urgentemente fortalecer a educação, e um princípio que pode ser usado em nossas escolas é o fomento pela busca da lenda pessoal de cada estudante deste país, numa jornada de conhecimento como nunca vista antes, é uma das projeções para pauta educacional; 3 - O autor é o único brasileiro a estar entre os autores mais vendidos de todos os tempos, o que, segundo informes, poderia conduzir a afirmações que em seu mandato o povo finalmente poderia encontrar alguém sem a necessidade de pedir propinas, porque afinal, uma folga de 7 dias seria suficiente para que ele publicasse mais um bestseller; 4 - Além é claro de que o fato de ser o brasileiro vivo mais conhecido mundialmente, cuja filosofia é republicada em cópias de xerox por dezenas de países do terceiro mundo, e ter um histórico sem corrupção o coloca na frente de todos os outros candidatos adversários anima a equipe de campanha em prol de seu nome que já inicia campanhas com #PauloCoelho2018; 5 - Sem falar que embora não declarado oficialmente, fervoroso propagandista da pirataria on-line, a expectativa é de que novas leis libertárias no campo da legalização do seu download sejam trabalhadas pelo novo governo; 6 - Aliás, desde que o mundo passou a ser governado pelo Twitter, ou autor, um dos mais seguidos naquela plataforma, tem certeza de desempenhar melhor trabalho que Trump e companhia, e em termos de Brasil não tem para batê-lo em seguidores, ferramenta mais que estratégica para o sucesso em sua caminhada ao planalto; 7 - E Paulo Coelho é experiente em planejamento e caminhadas, uma rendeu-lhe O Diário de um Mago, e embora não tenha sido explícito, já há o planejamento para O Diário de Um Mago 2 - Diários do Governo, que Coelho jura não vai rivalizar com o diário de FHC; 8 - Entre suas promessas, muita cultura, Festivais Toca Raul, e claro, uma campanha nacional do ligando o foda-se aos haters e trolls, pois segundo o candidato seu governo terá muita mais paz e amor do que o Lulinha, sobre quem ele diz preferir não comentar; 9 - Perguntado se teremos Bolsa Alquimista, o candidato desconversa, mas diz que trabalhará fortemente pela literatura, toda ela, em para que cada brasileiro e brasileira possa cumprir sua lenda pessoal de forma digna e humana; 10 - Para finalizar, o autor mantém sua candidatura envolta por misticismo, mas não nega esboçar um sorriso quando provocado que se eleito, teremos enfim um presidente com ares europeus, de França, que aliás, ele terá de deixar por um tempo para viver no Palácio da Alvorada ou no Jaburu. Aliás, esta última palavra fez o autor tremelicar um cadinho por lembrar-lhe certo conde. (*) EUGENIO SANTANA é escritor e jornalista. Nove livros publicados. Membro da Academia Cachoeirense de Letras (ACL), da Associação Uruguaianense de Escritores e Editores e do Centro Cultural, Literário e Artístico de Portugal; sócio da ACI - Associação Catarinense de Imprensa e da UBE/SC - União Brasileira de Escritores, Florianópolis-SC. email: autoreugeniosantana11.11@gmail.com e WhatsApp (41) 99547-0100

AUTORES NEÓFITOS PERMANECEM NO OSTRACISMO AO PUBLICAR SEUS LIVROS "POR DEMANDA" (*)

1 - Preconceito: Acredito que este seja ainda um grande problema, pois os leitores tendem a geralmente desconfiar da qualidade dos livros editados sob demanda. A maioria na verdade não quer dispensar os já parcos recursos destinado a cultura em seu orçamento com apostas em obras desconhecidas. Isso acontece pelo fato de sim, muitas vezes termos péssimas obras editadas nesse sistema, ou até mesmo pela compreensão dos leitores (muitas vezes errônea) de que se o autor precisou pagar para publicar, ou então não chamou a atenção de uma grande editora, o livro não é bom. A verdade é que há duas verdades acontecem na publicação sob demanda, com de fato obras de qualidade duvidosa, mas da mesma forma promissores talentos que utilizam esta forma como porta de entrada para o meio editorial; 2 - Distribuição: Este é um problema que os autores sentirão na pele de forma mais acintosa. Mesmo com uma grande evolução nos números de comercialização de livros pela internet (especialmente em grandes sites como Submarino e Saraiva) a maioria dos livros vendidos no Brasil, e de forma esmagadora se dá na livrarias, onde as publicações sob demanda tem grande dificuldade de entrar. E isso reflete de forma considerável na velocidade de venda; 3 - Divulgação: Se há preconceito dos leitores, do mercado, não haveria de ser diferente com os meios de divulgação, e um livro publicado sob demanda conseguir uma nota em algum veículo de informação como jornais e tv só mesmo por milagre, até mesmo por que o espaço destinado à literatura geralmente é pequeno nos meios de comunicação, onde até mesmo as grandes casas editorias tem de brigar a tapa por uma nota ou uma resenha. Sobra então para a publicação sob demanda se apoiar em blogs, que a cada dia tem mais, e com péssimas qualidades, salvando 1 a cada 10, e olhe lá; 4 - Picaretagem: Se há grande demanda independente do setor que seja há espaço para picaretagem. E na literatura não seria diferente, e a cada dia crescem as reclamações de autores que pagaram para editar sob demanda. O problema que hoje há muitas editoras neste sistema, e com as mais variadas formas, das que não cobram nada do autor, mas também não ajudam, as que cobram um valor justo, e as que inclusive praticam assalto a mão armada quando o autor não pesquisa bem na ânsia de ver sua obra publicada; 5 - Custo: A diferença do custo de um exemplar impresso sob demanda e um em grande escala graças ao avanço tecnológico tem diminuído sistematicamente, mas ainda assim é mais caro publicar em poucas tiragens; 6 - Autor opta demais: Acredite, isto poderia ser uma vantagem já que em geral nos sistemas sob demanda os autores também investem na publicação isto os da maior liberdade de opinar e interferir nas demais etapas da publicação, o que poderia ser bom, mas que muitas vezes acaba prejudicando o desenvolvimento de outras questões do livro como capa e diagramação, onde o editor e os designer's é que teriam de ter esse controle maior; 7 - Retorno financeiro lento: Até é possível ter retorno financeiro com a venda de livros sob demanda, mas como por causa de um custo unitário mais elevado, o autor precisa trabalhar com uma margem de lucro quase irrisória o que acaba tornando mais lento a recompensa financeira do autor; 8 - Revisão: Recebo e muitas vezes compro ou troco livros nacionais em boa parte publicados sob demandas e de distintas editoras, e o problema mais recorrente que encontro são os excessivos erros de revisão. Até acredito que seja normal, já que em uma grande editora um original pode receber até 3 revisões, quanto em geral as editoras sob demanda contratam freelancers para uma única revisão. O problema é que isto ajuda a aumentar o preconceito, e ajuda a afastar leitores; 9 - Você precisar multiplicar-se: Normalmente o autor que publica sob demanda precisa se multiplicar por 10 para entender de marketing a técnicas de vendas para obter números positivos de forma mais rápida. Para quem publica sob demanda não se permite ser apenas autor; 10 - Demorar para formar um público leitor: Este pode ser talvez a grande desvantagem já que a edição só demanda é mais lenta e o autor precisara ter paciência e esperar pelo tempo até conquistar seu público leitor. E esta é uma parte que pode incomodar bastante principalmente para escritores que mais que um sonho, ou ganhar dinheiro, escrevem para compartilhar sua literatura como forma de expressão. Para autores assim o que mais desejam é possuir leitores, e de forma massificada; (*) EUGENIO SANTANA é escritor, editor e jornalista. Nove livros publicados. Membro da Academia Cachoeirense de Letras (ACL), da Associação Uruguaianense de Escritores e Editores e do Centro Cultural, Literário e Artístico de Portugal; sócio da ACI - Associação Catarinense de Imprensa e da UBE/SC - União Brasileira de Escritores, Florianópolis-SC. email: autoreugeniosantana11.11@gmail.com e WhatsApp (41) 99547-0100

sexta-feira, 30 de março de 2018

EDITORA POR DEMANDA: A EXPANSÃO DO GOLPE E DA EXTORSÃO (*)

A temática já é surrada por alguns que estão envolvidos na área, no entanto, vale a pena “ver de novo” para quem está chegando agora, para quem já chegou, ou para aqueles que ainda chegarão, cheio de inocência e expectativas... Escritores do meu Brasil, vou sair da hipótese que você é um autor neófito, com sonhos alados, determinado a publicar seu primeiro livro com uma editora por demanda. No processo de escolha (dos últimos cinco anos para cá, as editoras sob demanda, cresceram quase tão rápido quanto as igrejas evangélicas, deixando um leque faraônico de opções para você aderir), atente-se para alguns detalhes fundamentais: - O primeiro passo é pesquisar. Consulte informações sobre a editora, através do Google, das redes sociais, e principalmente, por meio de autores que publicaram com eles. Observe quantos livros a empresa tem publicado, a qualidade do material, o design nas capas, o preço final do livro para o leitor. Algumas gráficas editoras prometem comercializar seus livros, mas o preço final é exorbitante. Por mais que sua obra seja uma “coisa magnifica”, o leitor não terá acesso; nem ele, nem você, nem sua família. Pois meu amigo, um livro de 140 páginas onde a editora tem a pretensão de vende-lo como se tivesse 1400... tá de brincadeira, né? Para você ver, que o lucro delas é apenas com VOCÊ, quando VOCÊ paga para publicar. Eles não têm qualquer pretensão de vender sua obra, porque sabem que a maioria delas encalha, e empaca mesmo! - A coincidência entre uma editora e outra é que TODAS prometem muito, e TODAS cumprem pouco. O básico: Correção, Revisão, diagramação! Pelo amor do chapéu preto! NÃO confie na “revisão” dessas editoras; elas não revisam nada além do que o programa automático faz. Muito pelo contrario, aceitando cada proposta desses "revisores" (que não entendem português melhor do que você), ademais de NÃO corrigirem os erros no texto, ainda conseguem estragar aquilo que está certo! O serviço de correção é tão ruim, que eles conseguem errar o seu próprio nome na capa do livro. A dica é entregar seu arquivo com o mínimo de erros, corrigi-lo você mesmo varias vezes, entregar o texto para quem entenda do assunto e possa revisá-lo para você (um revisor profissional, dois ou três amigos feras no português), pois essas editoras NÃO terão qualquer carinho ou piedade na hora de “revisá-lo”. Creio que um macaco faz essas correções, um símio que aperta botões e aceita tudo, absolutamente TUDO que o Word recomenda! Não há ninguém minimamente capacitado para mexer no seu texto. Confie no que estou dizendo (e desconfie sempre dos macacos de circo, principiantes, que trabalham nessas editoras). - A primeira falha na conduta do escritor neófito é a pressa! As editoras se aproveitam da ansiedade de seu cliente, tal qual organizadores de festas de casamento se aproveitam dos noivos. Leia o contrato várias vezes, esclareça cada duvida, acrescente detalhes que são importantes e não constam no documento. Você pode viver sem as editoras, mas as editoras não sobrevivem no mercado sem VOCÊ! Uma vez assinado o contrato entre as partes, eles devolverão o seu texto em 15, 30 dias (revisado como a cara deles), “pronto para comercialização”. NÃO seja preguiçoso, revise (a revisão) várias vezes, faça um relatório de cada página e linha onde exista erros; exija que a editora arrume cada falha, pois tenha certeza, ele voltará com mais erros do que quando você o entregou. - Algumas editoras oferecem vantagens especiais com o pagamento à vista. NÃO seja idiota, céus! Você lembra de todo bom atendimento e amabilidade na hora da negociação? Esqueça! Depois que você faz o pagamento à vista, eles se mostrarão extremamente ocupados e o tratarão com um leve distanciamento, manipulando suas exigências. Você é nobre ao negociar com eles, mas passa ao status de plebeu após. Segure-os pelo dinheiro, parcele o pagamento nas condições máximas. Se alguém tiver que tirar vantagem na negociação, faça com que ela seja sua. NÃO se deixe enganar! Acerte cada detalhe antes de assinar o contrato, veja quais formas de comercialização que a editora oferece. Exija que os livros estejam nos sites de venda delas, imediatamente após a publicação, pois algumas gráficas “editoras”, embora prometam vender seu livro em suas lojas virtuais e livrarias, esquecem totalmente desse detalhe, e tanto você quanto seus leitores ficam a ver navios... A principio, eles o farão acreditar que sua obra será o “BUM” do milênio. NÃO se iluda! Eles sequer leem aquilo que publicam (tanto com sua obra quanto aquilo que eles produzem). Tem duvidas? Nos próximos posts, mostrarei alguns documentos na prática, o trabalho que uma dessas gráficas editoras vende como ouro no mercado... ouro para tolo, obviamente! (*) EUGENIO SANTANA é escritor, jornalista, ensaísta, biógrafo, revisor de texto e redator publicitário. Diretor de Redação da revista Cenário Goiano; Superintendente de Imprensa no Governo do Rio de Janeiro. Nove livros publicados. Da Academia Cachoeirense de Letras (ACL), membro honorário da Academia Uruguaianense de Letras e sócio da UBE/SC - União Brasileira de Escritores. email: autoreugeniosantana11.11@gmail.com e WhatsApp (41) 99547-0100

terça-feira, 27 de março de 2018

ENTRADA DO LABIRINTO: A ALMA DO LIVRO...

As pessoas normais trazem filhos ao mundo; os escritores trazem livros. Cada livro tem uma alma, a alma de quem o escreve e a alma de quem o lê. Autores são atores, livros são teatros. O bom livro quando se apresenta não fica vermelho; se é desprezado, não se importa; lido, ensina a verdade com calma; ofendido, não se lamenta e provoca o remorso que talvez desperta o desejo de conhecer a verdade, pois está sempre pronto a ensiná-la. Às vezes fica empoeirado em cima de uma mesinha ou em uma biblioteca. Ninguém pensa nele, mas chega a hora da solidão ou da tristeza, ou da dor, ou da rotina, ou da necessidade de descanso, ou da espera ansiosa pelo futuro; e este amigo fiel sacode a poeira, abre suas folhas aladas, e acontecem admiráveis insights de sabedoria e uma imarcescível compulsão de reinventar a vida. "VENTOS FORTES, RAÍZES PROFUNDAS", “ENQUANTO BRILHA O SOL”, "INFINITOEFÊMERO" e, mais recentemente, "VAGA-LUMES NO JARDIM", - alguns de meus livros filhos - ousam sintetizar, de forma fragmentária, o aprendizado milenar do homem no ato continuado de pensar, falar, gritar, refletir, meditar, gravar o seu espanto de estar no mundo. E cultivar – na alma e no coração – a paixão pelas palavras. O que não escrevi, calou-me. O que não fiz, partiu-me. O autor tem direito ao prefácio; mas ao leitor pertence o posfácio. Sou o produto daqueles que me amaram... ou que se negaram a me amar. Eu também sou, essencialmente, uma obra-prima de Deus, única, autêntica, singular e irrepetível. Curitiba, PR, outono de 2018 Eugenio Santana

NÃO PERCA TEMPO COM CAUSAS PERDIDAS (*)

O mundo evolui por meio de conexões reais: relacionamentos amorosos, relacionamentos profissionais e relacionamentos familiares – basicamente. É através deles que nos enriquecemos, que nossos sonhos são atingidos e que o viver bem é alcançado. No entanto, como nos atrapalhamos com essas relações. Tornamos tudo mais difícil do que o necessário. Estabelecemos um modo de viver que privilegia o complicado em detrimento do que é simples. Talvez porque o simples nos pareça fútil. Quem disse? Não temos controle sobre o que pode dar errado, e muita coisa dá: a reação negativa diante dos nossos esforços, o cancelamento de projetos, o desamor, as inundações, as doenças, a falta de dinheiro, as limitações da velhice, o que mais? Sempre há mais. Então, justamente por essa longa lista de adversidades que podem ocorrer, torna-se obrigatório facilitar o que depende de nós. É uma ilusão achar que pareceremos sábios e sedutores se nossa vida for um nó cego. Fala-se muito em inteligência emocional, mas poucos discutem o seu oposto: a burrice emocional, que faz com que tantos façam escolhas esdrúxulas a fim de que pelo menos sua estranheza seja reconhecida. O simples, o fácil e o comum. Você sabe do que se trata, mas não custa lembrar. Ser objetivo e dizer a verdade, em vez de fazer mistérios que só travam a comunicação. Investir no básico (a casa, a alimentação, o trabalho, o estudo) em vez de torrar as economias em extravagâncias que não sedimentam nada. Tratar bem as pessoas, dando-lhes crédito, em vez de brigar à toa. Saber pedir desculpas, esclarecer mal-entendidos e limpar o caminho para o convívio, ao invés de morrer abraçado ao próprio orgulho. Não gastar seu tempo com causas perdidas. Unir-se a pessoas do Bem. Informar-se previamente sobre o que o aguarda, seja um novo projeto, uma viagem, um concurso público, uma entrevista – preparar-se não tira o gostinho da aventura, só potencializa sua realização. Se você sabe que não vai mudar de idéia, diga logo sim ou não, para que enrolar? Cuide do seu amor. Não dê corda para quem você não deseja por perto. Procure ajuda quando precisar. Não chegue atrasado. E não se envergonhe de gostar do que todos gostam: optar por caminhos espinhentos às vezes serve apenas para forçar uma vitimização. O mundo já é cruel o suficiente para ainda procurarmos confusão e chatice por conta própria. Há outras maneiras de aparecer. Temos escolhas. De todos os tipos. As boas escolhas são alardeadas. As más escolhas são mais secretas e, por isso, confundidas com autenticidade, fica a impressão de que dificultar a própria vida fará com que o cidadão mereça uma medalha de honra ao mérito ao final da jornada. Se você acredita mesmo que o desgaste honra a existência, depois não venha reclamar por ter virado o super-herói de uma revista em quadrinhos que ninguém lê. (*)EUGENIO SANTANA, escritor, jornalista, assessor de comunicação, relações públicas, copydesk, verse maker e self-made man. Sócio da UBE-SC – União Brasileira de Escritores e autor de nove livros publicados, entre os quais “VENTOS FORTES, RAÍZES PROFUNDAS”, MADRAS editora, de autoconhecimento, autorrealização e toques motivacionais. Ex-Superintendente de Imprensa no Rio de Janeiro, RJ (2009/11). Contato: e-mail: autoreugeniosantana11.11@ gmail. com (41) 99547-0100

AS SEMENTES DO OÁSIS QUE SONHAMOS...

Quando a lágrima se debruça sobre a sacada dos olhos, é sinal de que muitas vezes os cômodos e corredores da alma se converteram em rios. Enquanto isso, o rosto aguarda em silente expectativa pelo momento em que se transformará em cascata, uma cachoeira se abrindo das janelas da alma com raízes em silêncio de concerto, fincadas nos porões do coração, sendo contidas apenas por uma frágil represa feita de cílios. Há quem imagine que tristeza é coisa feita na fraqueza de suspiros, no entanto, tristeza é também ventania que esculpe com sua força novas fissuras e contornos na face desfigurada, despovoa ruas antes habitadas por passos extrovertidos e faz ruídos de solidão na concha do ouvido. A tristeza é dotada de uma inacreditável capacidade de subverter meteorologias, visto que pode até fazer Sol do lado de fora, mas em seus domínios paira uma neblina cinzenta que gruda na retina e embaça as cores, de modo que do lado de dentro escurecemos com nuvens de cortinas e cobertores. Reconheço que nem sempre a lágrima da tristeza é auto referência, visto que emprestamos vez por outra nossas lágrimas às causas e dores do outro, bem como por vezes abrimos as comportas para desrepresar o choro real por conta de tramas imaginárias que tem o poder de nos tocar de modo mais humano do que muitos que se desumanizaram. Dizem que lágrimas assim têm o poder de nos devolver a humanidade. É necessário ainda dizer que, se não fossem as cebolas, o que seriam das lágrimas censuradas? As cebolas prestam um serviço inestimável aos que sem se permitirem ou mesmo serem permitidos a chorar, ao manuseá-las encontram autorização que lhes isentam do pedágio das explicações e justificativas; lágrimas de cebola são confessionários que nos viabilizam tirar o cadeado de afetos aprisionados, permitindo a esses um banho de sol. Entretanto, vale enfatizar que as lágrimas não dizem respeito apenas aos lamentos e angústias, visto que na tristeza nosso corpo chora uma fina chuva regando o chão duro da existência por aqueles que não aceitam aquilo que é, na esperança de que aquilo que ainda não é, possa finalmente vir a florescer. Descubro que tristeza também pode ser prenunciadora de alegrias quando se revela em resistência frente aos desertos e absurdos que nos cercam, a fim de regar com nossas lágrimas as sementes do oásis que sonhamos. (Escritor/jornalista EUGENIO SANTANA)

quinta-feira, 22 de março de 2018

CARTA (CATARSE) ABERTA II

Bom dia nobre escritor e amigo-irmão ADRILES ULHÔA FILHO, Ao receber o seu relatório com riquezas de detalhes em relação a essa trágica transição por que passa a Academia de Letras de Paracatu, sinto-me mais aliviado já que o descontentamento envolve pessoas de estirpe e talento: você, Pauliran, o ostraka Fernando Santana Rubinger (esse até que é passível de compreensão. Sou primo e conheço a figura; que fez questão de um completo "alheamento amnésico concernente à ALNM; desconfio dos "humildes dissimulados": No fundo são autocratas, múmias murmurantes, arrogantes e se disfarçam na autopiedade...) A surpresa: Antonio de OLIVEIRA MELLO - mestre em historiografia paracatuense. Saiba que as decisões que tomar, doravante, terá o meu maior apoio, compreensão e discernimento. No tocante as decisões exóticas da direção deste sodalício, são repulsivas. Gostaria de, oportunamente, solicitar que retirem o meu bisavô-materno Nestório de Paula Ribeiro, da lista de patronos da aludida academia. Sartre mais uma vez tem razão por ter escrito: "O inferno são os outros". Por conta de uns maus, os outros sofrem e engordam as indústrias farmo-químicas que vendem disparadamente os seus ansiolíticos e antidepressivos; e, via de consequência, os psicanalistas são procurados com elevado índice de aceitação. Haja Divã!... Como manifestou, certa vez, o velho lobo ZAGALO: "Vocês vão ter que me engolir!" - A aristocrata, justa e talentosa CORACI NEIVA, já está fazendo falta e deixou um legado de leveza, amor e bom senso. Éramos felizes... e SABÍAMOS! Para o meu espanto: os senhores "imortais" Lavoisier e Florival não manifestaram sobre a minha procuração. Aprendi a exercitar a empatia diariamente. Razão porque, não sei o que se passa com essas duas criaturas... Se eu estivesse mais próximo, fundaríamos a "Casa dos Escritores Divergentes de Paracatu"; e/ou ULP - União Literária Paracatuense ou coisa que o valha... Sincera e fraternalmente, seu amigo-irmão Eugenio Santana (Survival)

terça-feira, 20 de março de 2018

CARTA ABERTA - FIM DA VIAGEM. MISSÃO CUMPRIDA (*)

Boa tarde, nobre amigo ADRILES! Paz e Luz; Esperança e Fé! Ontem me senti "roubado". Não sei quais os critérios cabíveis e legais que me afastaram da ALNM. Há cerca de trinta anos publiquei o primeiro livro, em Brasília. Nele não consta fotografia e biografia do autor. À época, eu justifiquei aos leitores: "A obra de Arte sobrepõe ao autor". Hoje, agora, aqui, em Curitiba, essa seria, de certa forma, minha resposta à ALNM. Nunca fui apegado a qualquer tipo de academicismo tendencioso e espúrio; haja vista a própria ABL. Que Guimarães - O Rosa, entrou e morreu dias depois; a mesma que DRUMMOND recusou e, relutou, obstinado, até à morte. Eu prefiro ficar com a espontaneidade da ACL - Academia Cachoeirense de Letras que me acolheu por acaso e por pura meritocracia; e, antes mesmo da publicação em livro, na década de 1980, fui agraciado com o título de membro honorário da Academia Uruguaianense de Letras, de Uruguaiana/RS, entre outras, incluindo de Portugal. Ao longo dos seis meses em Macapá, Capital do Amapá, fiz uma temporada de genuína reflexão, já sexagenário, velho, doente, cansado da geral hipocrisia humana. Tive muitos insights e percepções: uma delas, divisor de águas em minha vida, a mudança para Anápolis, em 1970, aos 14 anos. Meus pais foram sábios, resilientes e determinados. Sempre souberam o que era melhor para os filhos. E graças à Deus, ambos estão sepultados em Anápolis - e foi esse o desejo de Adília e Fabião. Continuo apostando todas as fichas nas obras e não em seus autores; menos ainda, em agremiações lítero - culturais. A propósito, se "sindicato", "ong" ou "academias de letras" tivessem credibilidade, não seriam tão medíocres, oportunistas e, notadamente, a serviço de propósitos questionáveis, irrelevantes e incompatíveis. Sincera e fraternalmente, seu velho amigo leal e fiel, Eugenio Santana

segunda-feira, 19 de março de 2018

VOLTANDO (*)

REGRESSAR demora mais do que partir; porque a estrada é sempre mais longa. Eu não te conhecia, mas o teu coração, sim. Cada coração é um, mas todos se parecem. Aqueles que mais procuram o AMOR estão plenos dele. E, ainda que solitário entre as folhas, o passarinho canta. Esse é o segredo dessas jóias. Essas jóias invisíveis. (*) EUGENIO SANTANA é escritor, jornalista, ensaísta, biógrafo, revisor de texto e redator publicitário. Diretor de Redação da revista Cenário Goiano; Superintendente de Imprensa no Governo do Rio de Janeiro. Nove livros publicados. Da Academia Cachoeirense de Letras (ACL), membro honorário da Academia Uruguaianense de Escritores e sócio da UBE/SC - União Brasileira de Escritores. email: autoreugeniosantana11.11@gmail.com e WhatsApp (41) 99547-0100

SENHORA DEUSA DO FOGO (*)

Senhora deusa do fogo incendiaste corpo e alma nas labaredas do desejo. Senhora deusa dos ventos, por que instalaste o minuano em meu suspiro? Senhora deusa das águas tens o mar nos olhos e teus braços se estendem qual os rios. Senhora deusa das matas deixas sempre onde passas o perfume das orquídeas. Senhora deusa da lua vestindo rendas de nuvens tu te deitas em meu leito. Senhora deusa dos montes tu trazes em teu corpo a sedução dos labirintos. Senhora deusa do tempo trazes seca à minha garganta e densa chuva aos meus olhos. (Nestorius Santana)Senhora deusa do fogo incendiaste corpo e alma nas labaredas do desejo. Senhora deusa dos ventos, por que instalaste o minuano em meu suspiro? Senhora deusa das águas tens o mar nos olhos e teus braços se estendem qual os rios. Senhora deusa das matas deixas sempre onde passas o perfume das orquídeas. Senhora deusa da lua vestindo rendas de nuvens tu te deitas em meu leito. Senhora deusa dos montes tu trazes em teu corpo a sedução dos labirintos. Senhora deusa do tempo trazes seca à minha garganta e densa chuva aos meus olhos. (*) EUGENIO SANTANA é escritor, jornalista, ensaísta, biógrafo, revisor de texto e redator publicitário. Diretor de Redação da revista Cenário Goiano; Superintendente de Imprensa no Governo do Rio de Janeiro. Nove livros publicados. Da Academia Cachoeirense de Letras (ACL), membro honorário da Academia Uruguaianense de Escritores e sócio da UBE/SC - União Brasileira de Escritores. email: autoreugeniosantana11.11@gmail.com e WhatsApp (41) 99547-0100

OUVIR O SILÊNCIO QUE TE AFAGA (*)

É um suave frescor acompanhado pelo som, estaladas nas árvores, nas folhas. Uma sinfonia sem instrumentos, nem percussão, tampouco maestro. Escorre pelo solo, umidifica a terra, enxágua flores. Purifica o ar que se mistura ao vento. Ventania líquida após sua origem gasosa. Às vezes amena, por vezes intensa, refresca. Mexe com os que embaixo estão. Fenômeno natural. De tão natural, poucos se atentam para sua beleza, sua magia. Ainda que, possamos nos desgarrar do cotidiano, das mesmices, das preocupações, dos aborrecimentos. Desgarrar do telefone celular, da televisão, das fofocas, do dinheiro, da internet, para deitar-se ao chão. Olhar para as nuvens que se movem. Olhar para o nada que te sussurra coisas ao ouvido. Ouvir o silêncio que te afaga. Deitar, olhar, enfim, sentir. Um pingo. Pingo d’água dos milagres da chuva. (*) EUGENIO SANTANA é escritor, jornalista, ensaísta, biógrafo, revisor de texto e redator publicitário. Diretor de Redação da revista Cenário Goiano; Superintendente de Imprensa no Governo do Rio de Janeiro. Nove livros publicados. Da Academia Cachoeirense de Letras (ACL), membro honorário da Academia Uruguaianense de Escritores e sócio da UBE/SC - União Brasileira de Escritores. email: autoreugeniosantana11.11@gmail.com e WhatsApp (41) 99547-0100