sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

QUEM É O GUARDIÃO DA PALAVRA? (*)

Eis a essência da sombra: o princípio e o fim da tua procura catártica. Aqui, as pessoas se confundem, se refugiam, se despem, se questionam: cobras, lagartos, colibris, borboletas, morcegos; aqueles que habitam as teias espessas do anonimato e formam tentáculos de Ariadne. Individualmente, cada um pode ser o que quiser, fazer o que quiser: os olhos na tela e o mundo nas mãos. Não interessa de onde venha ou para onde vá: ninguém passa impunemente por esse espaço de fragmentos, miscelâneas, economia verbal; linguagem coloquial e monossilábica; artigos prolixos – pró-lixos, jurássicos ou não – artigos longos e enfadonhos, palavrórios, estilhaços filosóficos, estilhaços oníricos e holísticos... Aqui sobrepõe e sobressai o livre-arbítrio e nenhuma mordaça jamais nos alcançará. Não acreditamos em almas-gêmeas. Algemas explodidas, implodidas. Este é o território inóspito do caos. É também solo do sagrado, onde reinam homens e mulheres, anciãos e bebês, carne e osso, Deus e o “encardido”. Onde (re)encontro você. Onde transcendo. E atinjo o zênite e o self e, por vezes, encontro a mimesmo. Você me questiona quem sou e, no instante em que sua curiosidade beira a insanidade, torno-me o nítido e letal veneno do seu temor e te convido a voar por meio de minha alma alada. Eu sou o guardião das sombras esquecidas e o Anjo da Luz revisitado. A nau é frágil? Naufrágio. Ícaro que inibe e instiga. Ânfora com sede. O ponto de exclamação. Junto ocidente e oriente; vida e transição; yin e yang; caos, utopia e paixão. Crepúsculos e Auroras. Nasço a cada findar de um novo dia. Permaneço pequeno, ínfimo. O olhar, ainda gótico. Orgulho-me de ter crescido envolto em névoa e neblina de Arte e Cultura. Lamento meu piano fechado, minha flauta quebrada, meu violino de cordas partidas. Meu pulo impreciso. Decidi viver do limbo virtual e real, arquiteto da pá lavra... basta-me existir e persistir e seguir resiliente aonde as estradas são janelas do Nada. Nadar. Nadir? Inspiro quando leio, escravo enquanto escrevo. Os dedos e os olhos sempre inquietos, a cabeça pulsante, buscando a ousadia, criativo e perfeccionista. E o pássaro voa, sobrevoando pudores, sentindo outros odores, alçando vôos inimagináveis; cantando para deixar brotar a Utopia. Aproxime-se! Há repulsa e irresistível atração. (*) EUGENIO SANTANA é membro efetivo da ALNM – Academia de Letras do Noroeste de Minas, cadeira número dois; publicou nove livros. Jornalista, chegou ao ápice de Superintendente de Imprensa no Rio de Janeiro. Fundador de editoras, jornais e revistas.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

FILAMENTOS DE UM PÔR DO SOL ANDRÓGINO (*)

Admirava-o. Não perdi a admiração. Acredito que ela tenha aumentado. O bizarro, é que nunca cheguei a pensar como tudo havia acontecido. Eu era, testemunha ocular de um gesto que o personalizou, ainda que não tenha tido a intenção, seu trabalho bastaria, como bastou. Entre os estandartes da demência e da genialidade, fez-se eterno. O vermelho deslizava-lhe pelo pescoço, avolumando pequenas poças, coágulos, gosmas, querubins malditos, formas mortas, abortos, abutres, assentados nos pêlos da sua barba. Seu olhar fixo, sem nenhum tremor, como se nada acontecesse, e não fora ele o autor, intérprete, diretor, cenário e palco do monólogo vermelho. A colcha que cobria a cama ganhava nova coloração e forma, pintura primitiva, esvaindo-se das minas da carne, viscosa e quente, contrastando à indiferença do seu olhar, parede e alcova, da emoção. O corpo demonstrando declínio ante a dor não exposta e fraqueza natural, quedou-se devagarzinho, de encontro à cama. O instrumento cúmplice, banhado de vermelho, parecia um bumerangue aborígene, pássaro apocalíptico da trilogia da negligência. Nós éramos mórbidos epigramas do triângulo em gestação. Cortado pelo gélido pincel, foi-lhe a carne dividida, lembrando o pão da santa ceia, às avessas. Ela estava arrancada dele, definitivamente separados. Não fiz nada. Senti que não deveria interferir. No entanto, não poderia abandonar aquele momento trágico e sedutor, sem pegar um souvenir. Quanto tempo sonhei com aquela tarde no Louvre. Lá estava eu, entre dezenas de grandes mestres, todos fascinantes com seus estilos, e rupturas que marcaram época, contudo, queria encontrá-lo, devorá-lo ao vivo, longe das reproduções e slides, que durante anos foram companheiros nas salas de aula. Somente ele, nenhum outro, de tal forma, conseguia desequilibrar-me, colocando-me à deriva emocional. Diante da sua arte, caminhava entre as plantações de trigo, girassóis e moinhos. Nessa viagem, frenesi de quem parte sem ausentar-se, somente retornava a mim mesmo, quando os alunos em coro, chamavam-me. Andando pelos corredores do Louvre, escarnavam-me o olhar babando as gosmas saborosas das retinas, Delaroche, Velasquez, Picasso, Gaugain, Renoir, Monet, que me provocou compreensível – breve – parada. Ele, de certa forma, bordava as lantejoulas do meu frenesi. Continuei a busca, com a certeza da sua proximidade. Subitamente, como se algo, chamasse-me a atenção, tocando-me às costas, virei-me, e o paraíso descerrou as cortinas – a luz amarela – estrela vésper da sua pintura, mergulhava na umidez vermelha dos meus olhos. Ignorando as pessoas em volta, perdendo com mais intensidade a noção do tempo, ao êxtase tântrico pictórico, minha alma alada, já não era alma. Era um arco-íris pousando no útero da tela, onde fiquei, até que uma voz – sempre elas – trouxe-me de volta para o outro lado – a terceira margem do rio do tempo – ao insistir que estava na hora de fechar o museu. Saindo do Louvre, meus olhos garimpavam o transe. Na indiscreta verticalidade do abismo, encontrei o metal cortante. Minhas náufragas, suadas digitais, revelaram a dissimulada atração. Ao guardá-lo, no bolso esquerdo da jaqueta, forte era a sensação de Ícaro, cujas asas a monotonia, não mais haveria de derreter. No balanço do meu andar, o metal batia e voltava sobre meu coração, como chibatadas, açoitando a dolorida ansiedade. A uma quadra do hotel, resolvi parar num café, escolhendo uma mesa na calçada. Após a primeira taça de vinho tinto seco, vejo-me novamente em seu quarto. Ele com o instrumento em riste, no topo da orelha, não ousava dizer absolutamente nada. Quedou silente. Os músculos de sua face e seus olhos eram os mesmos bailarinos paralíticos, completando a alegoria do hiato, antecedendo ao gesto. Sua mão, única expressão de vida, desceu num frêmito impulso guilhotinador. Um desejo irremovível de amputar. Em queda, as gotas de sangue eram filamentos de um pôr-do-sol andrógino. Sentado no café, o garçom perguntava-me se queria outra garrafa. Pedi a conta, ao mesmo tempo em que apalpava os bolsos da jaqueta. Chegando ao hotel, peguei a chave, tomei o elevador. Dentro do apartamento, ouvi o farfalhar das asas de dois pássaros vermelhos, fui ao lavabo, postei-me frente ao espelho, retirando, primeiro do bolso esquerdo da jaqueta, o dócil e inofensivo cortante metal. Depois foi a vez do souvenir. Ao empunhar o metal sobre minha orelha, no canto esquerdo superior do espelho, Van Gogh, observava-me passivamente. No mármore do banheiro, a orelha de Van Gogh, já não estava sozinha. (*) EUGENIO SANTANA é Jornalista, Escritor, Ensaísta, Biógrafo e Redator publicitário. Pertence à UBE - União Brasileira de Escritores. Colaborador da ADESG, AMORC e do Greenpeace. Autor de nove livros publicados. Gestor e fundador da Hórus/9 Editora e Diretor de Redação da Revista Panorama Goiano.

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

RECONEXÃO COM O SEU EU SUPERIOR: O CÓDIGO DO CHAMADO ESPIRITUAL (*)

Os Códigos Ocultos de Siirus, Òrion e Plêiades. 11:11 é o código do Chamado Espiritual. Há códigos chegando de Sírus, Órion e Plêiades. Essa repetição de números é um chamado espiritual, para a reconexão consigo mesmo, com seu Eu Superior, como queira chamar. Há novas freqüências de esclarecimento e iluminação chegando do Sol Central com força e poder. Conforme descrito no livro O Grande Pulso, tudo está sendo disponibilizado para que cada um se religue com a sua fonte, muitos estão sendo chamados, mas poucos estão conseguindo atender a ligação, o telefone espiritual toca e você não atende, porque com certeza o seu chip natural que foi criado para fazer essa comunicação, a glândula pineal, está quebrada, desativada ou com defeito. O que seu espírito quer é que você desperte, acorde da ilusão e atenda o telefone, 11:11 é o número da chamado, 22:22 também, 33:33 também, cada um vem de um local, como se fosse um bina demonstrando de onde seu espírito está chamado e tentando contato. Não é ele que está perdido, é você que está dormindo e não consegue acordar. “A Matemática é a ciência mais espiritual que existe no Universo.” P.A. Freqüentemente teus guias espirituais te dão mensagens que incluem uma combinação de dois ou mais números. Aqui estão os significados básicos dos dígitos triples e combinação de dois números. Se tuas mensagens contem três ou mais números, mescle as respostas das diferentes combinações dos números. Por exemplo. Se continuamente notas a seqüência 312, use o significado da combinação dos números 1 e 3, mais a combinação do 1 e ou 2, se te sentes guiado, soma os números. Continua somando os dígitos subseqüentes até que tenhas um número de um só dígito. Então, veja o significado para esse número em particular na lista previa de sequências numéricas que contem números idênticos (por exemplo, 111, 222, 333, etc.). COMBINAÇÕES DE NÚMEROS 11:11 Monitora cuidadosamente teus pensamentos, e assegura-te de pensar somente no que desejas, não no que não desejas. Esta seqüência é um sinal que há um portal de oportunidade desapegando-se, e teus pensamentos estão se manifestando no físico com velocidades recorde. O 111 é como a luz brilhante de um foco. Significa que o universo tem tomado uma instantânea de teus pensamentos e os está manifestando no físico. Estás satisfeito com os pensamentos que emites no universo? Se não, corrige teus pensamentos (pede que teus anjos te ajudem com isto se tens dificuldades para controlar ou monitorar teus pensamentos). 22:22 Nossas recém-plantadas idéias estão começando a desenrolarem-se na realidade. Continue regando elas e as nutrindo, e prontamente elas brotarão da terra para que possa ver a sua manifestação. Em outras palavras, não esperarás nem cinco minutos antes do milagre. Tua manifestação pronta vai a ser evidente para ti, Assim, continue realizando um bom trabalho! Continua mantendo pensamentos positivos, continue afirmando e os visualizando. Este é um sinal de confirmação que estás no caminho correto fazendo as coisas corretas e indo na direção certa. 33:33 Os mestres elevados estão próximos de ti, desejando que saibas que tens sua ajuda, amor e companhia. Chame os Mestres Elevados freqüentemente, especialmente quando enxerga padrões do número 3 ao seu redor. Alguns dos mais famosos Mestres Elevados são: Jesus, Moisés, Maria, Quan Yin e Yogananda. O sinal 333 também mostra que os Mestres Elevados estão de acordo com teus pensamentos e sentimentos e poderia interpretar-se como um “Ser” cósmico para as perguntas que tem feito ou as idéias que tem tido. (*) Copydesk/fragment by EUGENIO SANTANA. Escritor, jornalista, ensaísta, blogueiro, redator publicitário, revisor de textos, Místico Rosacruz. Autor de nove livros publicados. Da Academia de Letras do Noroeste de Minas (ALNM) e da UBE – União Brasileira de Escritores e da AGI – Associação Goiana de Imprensa. Colaborador da ADESG/DF e do Greenpeace/SP.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

PLANETA INEXPLORADO...

Inefáveis lembranças... Cada experiência traz em si o sabor indescritível do verdadeiro conhecimento. E conhecer é saborear. Insofismável Iniciação: compartilhei romances via corpo, alma e coração com um número expressivo de mulheres singulares, das mais variadas e impensáveis profissões. Delas recebi lições inolvidáveis de vida, luz, amor e o aperfeiçoamento da libido; o despertar da kundalini fez a serpente emplumada levitar e, de quebra, algumas performances do Kama-Sutra e tantra Yoga foram incorporados. E quanto mais as conheço, mais as considero um planeta inexplorado. Embora meu confrade inglês tenha escrito algo pertinente: “As mulheres foram feitas para serem amadas e não para serem compreendidas”. (Eugenio Santana - escritor, jornalista, ensaísta, publicitário e selfe-mad man)

domingo, 21 de janeiro de 2018

OS RATOS ESTÃO VOLTANDO...

Lembro-me de uma frase de Carlos Heitor Cony, recentemente falecido: “Para conquistar o poder, tudo é possível”. A política é a arte de camuflar a verdade. As raposas mais espertas manipulam as coisas com tal sapiência que enganam até os bem avisados. Política sempre foi assim. Democracia é apenas o rótulo da mesma manipulação. Por isso é que o marqueteiro se tornou o elemento principal da arte política. Seria bom se nos apresentassem programas de governo e que escolhessem equipes de apoio de alto nível, de competência e seriedade. Que não roubassem. Nada disso acontece, tudo entra no velho problema do favorecimento, do cambalacho, da barganha, da tramóia e do indisfarçável nepotismo. Eles se arrumam diante de nossos olhos estupefatos. Os ratos estão voltando. As mesmas promessas de salvar a Nação. O mesmo refrão. A mesma desfaçatez. De nosso lado, a mesma desesperança. (Escritor/jornalista Eugenio Santana)

O IMPÉRIO DO AMOR E DO PODER...

É importante observar que não há descanso antes do último suspiro, não o meu, não o seu e, sim, da Obra em construção! Esta Obra é o Ser Humano, naturalmente. Um edifício em ruínas: talvez uma metáfora desse tempo que estamos atravessando e que eu tenho denominado de crise de demolição – lição do demo, da dispersão e fragmentação. Esse desabamento de uma Babilônia insustentável, do império do amor ao poder. Lembrando que, das pedras dos escombros inevitáveis, poderemos erguer uma nova Jerusalém, a cidadela do poder do Amor. (Escritor/Jornalista Eugenio Santana, FRC – Autor de nove livros publicados)

AS SEMELHANÇAS ENTRE VAN GOGH E ARTHUR RIMBAUD...

Desse grupo de mártires, todos cheios de premonições do futuro, aquele cuja tragédia mais se aproxima da de Rimbaud é Van Gogh. As suas vidas estão entre as mais tristes de que se tem notícia nos tempos modernos. As semelhanças de temperamento entre ambos são extremamente grandes e surpreendentes. O traço comum mais marcante é a pureza de sua arte. Ambos pareceram escolher deliberadamente o caminho mais difícil para si mesmos. Para eles a taça da amargura transbordou. Traziam viva uma ferida que jamais cicatrizou. Quanto mais pediam, menos recebiam da vida. Viveram feito espantalhos, entre as abundantes riquezas de nosso mundo cultural. (Eugenio Santana, jornalista, escritor, poeta e ensaísta)

sábado, 20 de janeiro de 2018

11:11 - SINCRONICIDADE (*)

“11:11, faça um desejo!” É uma frase que você pode ter ouvido antes, mas qual o significado por trás disso? O que significa ver 11:11 em nosso celular ou em um relógio digital? Além de ser um número que está associado com sonhos e desejos se tornando realidade, 11:11 é a única hora do dia (usando o relógio de 12 horas), que todos os quatro dígitos do relógio são os mesmos. No entanto, parece que algumas pessoas podem viver esse momento mágico com mais frequência do que outras. De acordo com a numerologia, o número 11 é a ligação entre o mortal e imortal; o que explica a ideia de que, quando o relógio marca 11:11, uma janela para o céu se abre para conceder desejos. Outros ligam o hrário 11:11 a uma sincronicidade simbólica. 11:11 é mera coincidência ou há algo maior acontecendo? Usando a lógica e a ciência por trás desse fenômeno de pessoas vendo repetidamente o mesmo número, acabamos com três razões – acaso, predisposição e aceleração. Ao não usarmos a lógica, vamos acabar com uma outra razão – sincronicidade. Possibilidade apenas significa que você viu o número. Predisposição significa que você está atraindo um número em particular. Portanto, o vê com mais freqüência. Aceleração significa que, depois de ver um número várias vezes e começar a se perguntar sobre ele, em breve você vai começar a ver esse número com mais freqüência. Sincronicidade indica um poderoso fluxo de conexão entre pessoas, lugares, coisas, e/ou fenômenos aparentemente diferentes que de alguma forma se torna um número ou uma série de números. Agora que temos uma compreensão desses quatro fatores, podemos começar a ir mais fundo em ocorrências digitais estranhas. Possibilidade Os números estão ao nosso redor, em nossas receitas, em sua loja favorita, no carro, no seu telefone, mídias sociais e em uma tonelada de outras coisas. Há uma boa chance de você encontrar números iguais. Por alguma razão, você tem um número favorito. Você logo começará a ver como esse número aparece em outras coisas em sua vida. Seu jogador de futebol favorito veste o número 81, e 81 são os dois primeiros dígitos de seu cartão de estudante ou os dois últimos dígitos do seu número de telefone celular. Agora você está predisposto a reconhecer esse número sempre que vê-lo. Conforme você começa a ver qualquer número com mais freqüência, em breve começa a se perguntar se há algo de especial sobre este número. É aí que a aceleração é acionada. Nossas mentes estão sempre em busca de respostas para os mistérios, e seu subconsciente vai tentar decifrar esta informação O aparecimento repetido de 11:11 no seu celular ou relógio digital pode significar que você está no fluxo sagrado da sincronicidade. Muitas coisas boas estão acontecendo simultaneamente – como uma série de bons momentos na vida. Lembre-se, o nosso sistema digital de manutenção de tempo e contar o tempo em si, é linear. No entanto, números como 11:11, 04:44, 00:34 ou 01:23 permitem o reconhecimento de conexões ocultas entre aparentemente diferentes aspectos da vida que podem guiar-nos a uma maior sincronicidade ou mesmo hipersincronia – uma parte essencial da magia da vida. “Sincronicidade é uma realidade sempre presente para aqueles que têm olhos para ver.” – Carl Jung, psiquiatra, psicólogo, autor (1875 – 1961) (*) Copydesk/Fragment By EUGENIO SANTANA. Escritor, jornalista, ensaísta, místico Rosacruz, redator publicitário, revisor de textos, biógrafo e blogueiro. Membro efetivo da ALNM - Academia de Letras do Noroeste de Minas. Autor de nove livros publicados. (96) 98100-0986 (WhatsApp)

HÓSPEDE DA TERRA, PASSAGEIRO DO MUNDO...

Está escrito em algum lugar: em páginas do planeta-escola a morte do homem é oráculo hermético. Hóspede da Terra, passageiro do mundo. Aqui tudo acaba, aqui tudo acaba quando desponta a estrela vésper. Está escrito na Asa do tempo: escrever ao acaso é chegar é chegar sem prazo, sem data de validade. Alguma alga inventa a vida. Ali onde luas, estrelas, estalos, gargalos. Ali onde áspera é a beleza, suave em excesso. Ali fibra. Ali febre. A amada na distância, nas cartas raras. Onde amarras se rompem, e onde destinos se entrelaçam em elos que não se partem. (Escritor/jornalista Eugenio Santana)

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

DE NÉVOAS, NEBLINAS; SOMBRAS E NEUROFORIAS... (*)

(Dedico a Carlos Ruiz Záfon) Um rosto desfigurado?... O homem esconde o rosto, que não é disforme, puro disfarce de dramaturgia de um filme “Cult” ou “underground?”, caminha pela enorme Avenida da Barcelona histórica, com a indelével marca da Arquitetura gótica. A roupa negra – e coadjuvante – um chapéu cor de chumbo. Penetra a cidade silenciosa – numa madrugada cósmica – à procura de Juan Gonzáles – seu Mestre Espiritual e Alter-ego – Guardião da “Biblioteca Insólita”, aonde é guardado um exemplar de cada livro publicado no mundo, a partir do século XXI. Conserva o rosto impenetrável como uma máscara de anti-herói triste – que se sente culpado – e sem que perceba desce uma lágrima furtiva ao lembrar-se do último reencontro que manteve com Nuria Robledo. O Diretor levanta a placa e acena para o término da última cena. Questiona, enigmático: Ficção também é Vida? Sem pressa, o homem, de cerca de 50 anos – idade do Lobo - caminha pausadamente entre névoa e neblina e recorda da agonia do Corvo de Edgar Alan Poe gritando por “Lenora”, e fala para si mesmo: “este é o último filme que protagonizo sobre Sombras e Neuroforias”... (*) EUGENIO SANTANA é escritor, ensaísta, ficcionista e jornalista. Mineiro de Paracatu. Radicado em Macapá/AP. Ex-Superintendente de Imprensa no Governo do Rio de Janeiro. Autor de nove livros publicados.

OS LIVROS E A DOR PSÍQUICA...

O mais encantador e mágico canal de comunicação com a dor, pois através de histórias alheias reescrevemos a nossa própria e suavizamos os efeitos colaterais de estar vivo. Ler é o diálogo silencioso com nossos fantasmas. A leitura subverte nossas convicções, redimensiona nossos dramas, nos emociona, faz rir, pensar, refletir, recordar. Catarses intimidam a dor. Meditação. Religião. Contato com a mãe-Natureza. Viagens alguns poucos amigos. Solidão. Você decide por qual caminho irá dialogar com a sua dor, num enfrentamento que, mesmo que você não saia triunfante, ao menos fortalecerá sua personalidade. Quem não dialoga com sua dor psíquica, não a reconhece como a inimiga admirável que é, capaz de torná-lo um ser humano mais forte e livre e autosuficiente. (Escritor/jornalista EUGENIO SANTANA)