sábado, 26 de novembro de 2011

DETERMINAÇÃO




A diferença entre as pessoas comuns e as bem-sucedidas é que as pessoas que têm sucesso não ficam perdendo tempo discutindo suas limitações, elas as transcendem.

Recebem sua cota justa de obstáculos e continuam em frente apesar disso. Às vezes ficam machucadas e até feridas emocionalmente, mas se levantam e recomeçam.

O poder de realizar os próprios sonhos. A força de tornar real o objetivo. Algumas pessoas parecem ser predestinadas a marcar sua passagem por este planeta. Não pense que elas são beneficiadas pelo destino, ou escolhidas por uma “conspiração astral”.

Elas apenas ousam realizar. Você também pode ser assim. Quantos sonhos você deixou de realizar por não se sentir capaz? Como pode saber se é ou não capaz, se não tentar?

Gente bem-sucedida, não nasceu predestinada. Apenas ousou lutar por seus ideais.

O caminho de quem tem sucesso não é ou não foi fácil. Por vezes, os obstáculos foram tantos que a vontade de desistir foi maior, vencendo muitos que almejavam destaque.

Mas, para muitos, a realização foi plena e eles marcaram sua existência.

Não se abata com as dificuldades ou com o agouro de quem o desanima. Não escute aqueles que martelam ao seu ouvido que você não é capaz. Lute por seus sonhos determinadamente.

Determinação foi o que John F. Kennedy personificou em 1961, quando disse que colocaria um homem na Lua antes do final daquela década.

Determinação foi a força que levou Walt Disney a perseverar em construir seu sonho, apesar de ter de declarar falência por cinco vezes.

Eu sei que preciso usar a determinação dos outros como inspiração quando sinto que o vértice da gravidade me puxa para baixo e as coisas parecem difíceis demais.

Lembro-me: outras pessoas já fizeram isso e eu também posso fazer. Só preciso de determinação para continuar em frente.

“Ninguém pode construir em seu lugar as pontes que precisarás passar, para atravessar o rio da vida – ninguém exceto tu, só tu.”

(Copydesk/fragment by escritor/jornalista Eugenio Santana)

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

TEMPO DE CRISÁLIDA (*)




É preciso transpirar uma nova realidade para poder vivenciá-la. Enquanto não nos posicionarmos e não fizermos a escolha, viveremos no mundo que não escolhemos. E nem desejamos. Este é um momento de con-vocação, de re-união, de re-construção. O chamado já está sendo feito; que possamos atendê-lo e nos seja dado o privilégio de nos tornarmos a mudança que queremos ver no mundo, como nos ensinou Mahatma Gandhi.

É preciso deixar morrer. É preciso aprender a liberar o que já não é mais. Há partes de nós que resistem, apesar de obsoletas. Que certezas carregamos sem questionar?

Onde estão nossas dificuldades de aceitação que não nos permitem sair do sofrimento?

Há tempo para tudo na vida. Mas é preciso deixar morrer a lagarta. A semente do que fomos e as ilusões nas quais construímos nossa visão de mundo foram uma etapa necessária da existência, mas chega o momento da transformação. Aquilo que era bom não representa mais o futuro.

A segurança não pode ser medida pela convicção, mas pela habilidade de duvidar e, mesmo assim, ser capaz de seguir em frente. A lagarta é a promessa do que podemos nos tornar; contudo, não é a experiência completa nem um fim em si mesma. É uma etapa inicial, acertadamente percorrida. A infância da vida, o desabrochar da inocência, a experimentação da realidade.

Então há o momento de deixar a lagarta morrer. Esse é o tempo da crisálida. Quando saímos das certezas aprendidas para as verdades elementares. Introjetamos a experiência e repassamos a vida pelo crivo caloroso da essência. Existe alegria, júbilo nessa vivência, pois não há nada melhor do que renascer. Nascer pode não ser uma escolha, mas renascer é fruto da consciência que acorda e deixa morrer aquilo que não vive mais.

Claro que, como qualquer das passagens da existência, tornar-se crisálida não é uma experiência isenta de tumulto. Há estertores da antiga lagarta que resiste em desaparecer, sem compreender que de fato se transforma em algo maior e melhor. A crisálida contém a lagarta, mas vai muito além dela.

Essa interiorização a que a crisálida convida é um estado reflexivo, de harmonização entre o ser e o fazer, entre o desejo e o destino. É a edificação da consciência em estado de maturidade. É, ao mesmo tempo, um estado de insensatez, de loucura, de fazer coisas inesperadas, fora do senso comum. É preciso muita maturidade para enlouquecer de forma sensata.

Loucura mesmo é permanecer lagarta. Arrastar-se por aí, sem perceber a magnificência da vida. Acordar e dormir sem perceber que o tempo entre esses dois momentos é o mais significativo. Não será em nenhum outro dia, nenhum outro momento e nenhum outro lugar. Especialmente, não precisamos ser outra pessoa para nos transformarmos.

O ser que somos já basta. É preciso lembrar que a lagarta é semente e que a experiência acumulada é a matéria-prima na qual podemos construir o casulo que vai abrigar a crisálida.

É tempo de se voltar para o interior, a essência. Um momento de recolhimento das distrações do mundo. O sabático do cotidiano. Na aparência, aos olhos apenas focados no exterior, a crisálida é um casulo de morte. É o fim da lagarta e nada mais se vê.

Não há beleza nem movimento, nenhum tipo de ação. É o fim de um ciclo, mas não se pode adivinhar o que virá daí. É preciso aprender a confiar no fluxo, acreditar no sábio processo da natureza, que fará revelar aquilo que pode ser.

Muitos observadores desavisados vão condenar a crisálida. Vão apontar suas deficiências, suas perdas, suas dificuldades, sua fragilidade. Contudo, não se pode confiar na impressão das outras lagartas. Cada uma delas também haverá de experimentar o mesmo processo, cada uma a seu modo, porém lagartas não estão prontas para compreender a crisálida.

O que é uma aparente deficiência pode ser, de fato, um redimensionamento da experiência de existir. O que é percebido como perda pode, na verdade, ser um desapego libertador. As dificuldades nada mais são do que a consciência em pleno exercício, percebendo mais e, portanto, experimentando coisas e situações novas. É do falsamente frágil que surge a força, o vigor, a vida.

Por falta de experimentação, o vocabulário das lagartas condena a experiência de crisálida.

A resistência se organiza, a crítica se intensifica, mas o processo não pode mais ser interrompido. Uma vez que a lagarta comece a se transformar, já não há mais volta. E é desse recolhimento, dessa autoimolação do passado que surgirão as condições para o desabrochar de uma nova experiência, mais ampla, mais rica, além de qualquer aspiração.

Da antiga lagarta se tem a experiência do corpo. Dos desafios vividos nascem as antenas da percepção. Da entrega surgem o veludo e as cores. O ser se apresenta além das restrições e, de par em par, desdobra suas asas e se permite voar para esse lugar mítico chamado felicidade.

É para lá que estamos todos fadados a seguir.


(*) Eugenio Santana é escritor, jornalista, ensaísta, publicitário, copydesk, versemaker, editor. Autor de livros publicados.

BLUE FISH




BLUE FISH (*)


- Eugenio Santana


O peixe Azul e cego
nada nas águas escuras
do Oceano.
Refém de si mesmo.

Sabe que o êxtase existe,
mas é melhor apreciá-lo
após intermináveis vivências
com a Dor.

O peixe azul e cego
nada, rumo ao nada.
Vive fragmentado, ameaçado, acossado.
Mapas e bússolas
são indicadores de seguras rotas?
Inúteis para os peixes
Azuis e cegos.
Embora roteiro de navegação
não garante travessia
de luz ou sombra.

Ainda que o remédio seja amargo,
a aceitação do sabor
é a lição do amor.

E o peixe Azul?
NADA...



(*) Extraído do meu livro “FLORESTRELA”.
Hórus/9 Editora, Goiânia-GO, 2002, página 20.

sábado, 19 de novembro de 2011

O SOL CONTINUA BRILHANDO...




DEUS é como o sol, simplesmente brilha. Dá seu calor e sua luz. Bem, podemos ficar ao calor e à luz do sol, ou podemos afastar-nos dele. Mas, quando nos afastamos, sabemos que ele não deixa de existir. O sol continua brilhando. Podemos sair do sol, trancar-nos numa masmorra escura onde ele não pode nos alcançar. Podemos ficar escuros e frios ali, mas sabemos que o sol não muda. Nós é que mudamos. Mas também sabemos que sempre podemos voltar para a luz do sol. Ela sempre está ali à nossa disposição. É a mesma coisa com o amor de Deus. Ele é incondicional – cósmico – constante e permanente. É como a luz e o calor do sol. Está sempre ali ao nosso alcance.

Às vezes, acho que DEUS é algo semelhante a uma tomada elétrica. Há uma força imensa que pode ser captada por meio de uma tomada elétrica. Há força suficiente para iluminar uma sala, para aquecer um cômodo, para fazer tocar música ou mostrar as imagens da TV. E a tomada, a forma de nos conectar com o poder de DEUS, é a FÉ. A Fé é o canal para estabelecer nossa ligação com DEUS. É nossa Fé que liga a tomada e libera o poder de DEUS.

(por Eugenio Santana, escritor, jornalista)

terça-feira, 15 de novembro de 2011

O TEMPO NÃO PÁRA NO PORTO, NÃO APITA NA CURVA, NÃO ESPERA NINGUÉM




Viktor D. Salis, filósofo grego contemporâneo, nos remete à sabedoria eterna de Sêneca, que falou do tempo e da arte de viver em serenidade: “O tempo se contrai na mesma proporção em que não temos tempo para nós mesmos e para a vida. Daí advém essa intranqüilidade de alma e essa angústia – ou neuroforia – de que o tempo passa sem que tenhamos tido tempo para viver. Mais uma vez somos nós que arrebatamos de nós mesmos esse bem precioso e único chamado vida: e ela, mais que ninguém, exige tempo para gastar. Assim, sempre ocupados, fugimos da inovação, caímos na monotonia e não vivemos como queremos, mas do modo como as circunstâncias nos conduzem. Nossas intensas preocupações são disfarces para nos subtrairmos da vida, porque não suportamos a solidão, o abandono de nós mesmos, o ostracismo, e até a nossa própria casa.

Intoleráveis aos outros e a si próprios talvez sejam os viciados em trabalho, os que abriram mão da alegria e da naturalidade, renunciando às alegrias do viver em harmonia com os dias pássaros que passam – voando com as asas do tempo, as pessoas, coisas e elementos da natureza. Assim, a vida nos abandona, em meio aos preparativos para a vida melhor, que sempre colocamos em um futuro hipotético, jamais no lugar em que estamos, ou nas situações de vida que nos chegam. E a suposta vida boa, que projetamos na realização de desejos de consumo de coisas ou pessoas, quando vem, chega muito tarde, quando já não temos saúde para desfrutar daquilo que tanto ambicionamos. De que adianta estarmos abastados, estando velhos e acabados, tendo de gastar com médicos e exames aquilo que foi miseravelmente tirado à vida real, que perdemos por não percebê-la...

Salis nos lembra: já na Roma antiga Sêneca vivia a vida frenética de uma metrópole, e sabia do quanto perdemos de vida, ao criar tempo psicológico em nossas mentes caóticas pela vertigem das insaciáveis necessidades: “Na verdade, não é curto o tempo que temos, mas longo o seu desperdício. Somos esbanjadores do tempo e da vida em idiotas, estéreis e inúteis atividades. Quando temos tempo, encontramos formas de anestesiar-nos, para não pensarmos muito e não encontrar meios de recriar nossas vidas com o tempo de que dispomos. Assim, bebemos e comemos em excesso, ou nos cuidamos em demasia.”

Sim, por toda parte, nos outros e em nós mesmos, está escrito que somos pródigos em desperdiçar o tempo, sendo ele a única coisa – embora ilusória – em relação à qual deveríamos ser muito avarentos. Se o tempo tanto salva quanto mata, devemos gastá-lo com sabedoria.

(por EUGENIO SANTANA, jornalista, escritor)

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

ENTRE O CREPÚSCULO E A AURORA




A divisão entre um dia e outro é decerto uma das mais profundas peculiaridades da vida neste planeta.

Tudo considerado, o arranjo é providencial. Nós estamos condenados a vôos prolongados de existência, mas somos constantemente renovados por breves férias de nós mesmos.

Somos pessoas intermitentes, sempre sucumbindo a pequenos términos e surgindo para novos recomeços.

Nossa consciência facilmente fatigada nos é parcelada em capítulos, e, gostemos ou não desse fato, é geralmente verdade que o mundo parecerá muito diferente amanhã. E que coisa maravilhosa é também o encaixe entre a noite e o sono, doce imagem sua, tão precisamente ajustado à nossa necessidade. Os anjos devem assombrar-se diante desses seres que escapam tão regularmente do estado de consciência para uma escuridão infestada de fantasmas.

Como nossas frágeis identidades sobrevivem a esses hiatos, nenhum filósofo foi ainda capaz de explicar.

A natureza humana possui maravilhosos poderes e nos reserva algo de bom em prontidão para que quando menos esperávamos por isso.

Houve vezes em que adormeci aos prantos, mas em meus sonhos surgiram as mais cativantes formas para me consolar e animar, e levantei-me na manhã seguinte renovado e alegre.

Voltaire diz que os céus nos deram duas coisas para compensar as inúmeras misérias da vida: a "esperança e o sono". Ele poderia ter acrescentado o "riso" à lista.

(Copydesk/fragment by Eugenio Santana, FRC)

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

O TIGRE E EU




“A FERA” – Guardo, sob a cama, um tigre. Quem me visita cobre-se de espantos. Mas não sou dado a delicadezas. O tigre anda solto pela casa. Trata-se de um animal insaciável, inteligentemente feroz, preciso como a equação de Schrödinger.

Acontece que sou de inusitadas atitudes. Ao despertar, encharco-me de chocolate quente e torradas besuntadas de geléia de damasco. O tigre observa. Antes do almoço, leio os jornais. O tigre observa. Ao entardecer, estiro as pernas num pufe revestido de veludo e ouço músicas clássicas e new age. O tigre observa. Faço de conta que o ignoro ai tão próximo de mim, majestosamente sentado no tapete. Mas eu também o observo. Esta permuta de nosso diálogo mudo.

De tanto observá-lo, descobri o segredo capaz de explicar por que os tigres se encolhem em gatos...

(by Eugenio Santana – fragment/copydesk)

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

É INDISPENSÁVEL OLHAR PARA A VIDA COM UM ENFOQUE HOLÍSTICO




Nós somos lindos pontos compondo este Universo. É preciso olhar para a vida com um enfoque holístico, ampliando os olhos físicos até a visão do Universo, onde os caminhos são sutis e intensos, para ter a visão macro, da pureza da essência – e então, a alma fará a leitura. É a abertura que a consciência expandida proporciona. É hora de abrir as mãos e deixar a sabedoria voar com um beija-flor para que novos pássaros possam pousar e atrair milhares de outros, de muitas cores, de muitos nomes e muitos lugares.

(copydesk/fragment by Eugenio Santana, FRC)

NÓS SOMOS O QUE FAZEMOS...




NÓS SOMOS O QUE FAZEMOS – não somos o que pensamos nem o que dizemos ou o que sentimos. “Nós somos o que fazemos”.

Quantas vezes nos sentimos traídos e surpresos ao constatar a distância entre o que as pessoas dizem e o que fazem. Levamos tempo para prestar atenção nos atos do que nas palavras, e muitos não aprendem nunca.

Muitos têm medo de se arriscar e preferem se acomodar no que é menos desafiador, mais previsível e repetitivo. Isso explica por que o tédio é uma característica do nosso tempo.

Os três componentes da felicidade são: algo para fazer, algo para amar e algo para desejar. Se nos dedicarmos a um trabalho útil, um relacionamento harmonioso e uma expectativa de prazer, será difícil ser infeliz. Trabalho pode ser qualquer atividade, remunerada ou não, que nos faz sentir realizados. Se temos uma ocupação apaixonante que dá sentido à nossa vida, esse é o nosso trabalho. As ocupações podem ser tão diversas quanto à natureza humana, o fundamental é que causem prazer e dêem sentido à vida.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

VAI, SEGUE, VOA, ACREDITA!




Do lado de um imenso muro de pedras voava um pássaro, como sempre sozinho, pensando na sua eterna solidão.Do outro lado do mesmo muro outro pássaro também voava e lamentava o seu interminável isolamento. Mas do alto de uma nuvem, bem acima de qualquer muro, dois anjos observavam a cena. Um dos anjos comentou:- Veja que maravilha! Que sincronismo de vôo! Isto é o verdadeiro amor. O outro anjo questionou:- Será que eles nunca se encontrarão? O primeiro anjo respondeu:- É claro que sim. Olhe, lá adiante, o fim do muro. Todo muro tem um fim. E completou:- Mas se eles se arriscassem a voar mais alto, acima do muro, poderiam se encontrar hoje mesmo. QUE VOCÊ CONSIGA SE DESAPEGAR DAQUILO QUE TE APRISIONA E OUVIR A VOZ DO TEU CORAÇÃO, POIS ELE É A BÚSSOLA QUE TE APONTARÁ O CAMINHO.

VAI, SEGUE, VOA, ACREDITA!

CONQUISTAR O INACESSÍVEL - A TRANSCENDÊNCIA...




– Há qualquer coisa de infinito em cada um de nós. Não nos bastamos. Não nos saciamos. Queremos ir além das pegadas de nossos passos, tocar mais distante que a extensão de nossas mãos, ver o invisível, ouvir as insinuações do inefável, sentir as pulsações da terra. Há em cada um de nós um corte profundo. Um buraco no meio da alma. Há dor, não a dor física como aquela provocada pelo vidro que penetra a carne. É uma dor forte como a vergonha e funda como um amor recusado. Só os outros podem nutrir nossa carência. Há esse ímpeto de ir além, conquistar o inacessível. A transcendência. Esse pão, essa água e essa paz têm nome alegre, familiar e profundo: Amor.

(Eugenio Santana, jornalista, escritor, publicitário, ensaísta literário)