quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

NÃO REPRIMA SEUS SENTIMENTOS. NÃO OS ESCONDA DE VOCÊ MESMO


Sentimentos que insistimos em não enfrentar, ou seja, que não queremos sentir e, por isso os reprimimos é o verdadeiro "sepulcro caiado" mencionado por Cristo. Lindo por fora, mas que esconde algo que está apodrecido por dentro. Não reprima seus sentimentos, tenha coragem de aceitá-los e deixá-los ir embora. Não os esconda de você mesmo, pois isso só o prejudica e o mantém em estagnação.

São esses "sentimentos enterrados vivos", ou seja, sentimentos mal resolvidos que fomentam a maioria dos insucessos que experimentamos, seja na saúde ou na profissão, seja até mesmo no relacionamento.

Não seja resignado com os seus sentimentos, pois também é uma forma de agravar os problemas, por isso muitas vezes é necessário procurar a ajuda de alguém habilitado o suficiente para fazê-lo encarar esses sentimentos, clareando a sua visão de mundo para que você vivencie exatamente tudo o que sempre quis. Não pense que sofrimentos vivenciados no passado que nem sempre são lembrados, não influenciam a sua vida hoje. Reflita sobre você e sua vida de hoje e veja se na sua história não está repetindo um padrão de comportamento de alguém como seu pai ou sua mãe.

Veja se você hoje não tem o sucesso almejado porque na sua infância não ouvia muitas vezes as seguintes frases: "esse menino(a) não faz nada direito!"; "do jeito que é preguiçoso(a), não vai conseguir nada na vida!"; ou ainda, se você cresceu ouvindo as frases: "trabalhar muito para ganhar muito pouco, a vida é injusta!"; "trabalhar é muito difícil e árduo"; ou ainda "é preciso sacrifício para se ter muito dinheiro"; "dinheiro não traz felicidade".

São frases comuns e carregadas de sentimentos fracassados que geram e criam padrões de dificuldades em diversos setores da vida. Resultado de "sentimentos enterrados vivos que não morreram". Imaginem a quantidade de pessoas talentosas que se encontram inertes por não conseguirem realizar seus objetivos, como se existisse algo que as tivessem impedindo de fazê-los.

(Copydesk/Fragment by EUGENIO SANTANA, FRC - Jornalista, Escritor, Editor, Publicitário, Relações públicas, Assessor de Comunicação)

sábado, 21 de janeiro de 2012

TODO RELACIONAMENTO AFETIVO É DIVIDIDO EM DUAS METADES


O amor é baseado no respeito. O medo não respeita coisa alguma, nem a si mesmo. Se eu sinto pena de uma pessoa, é porque não a respeito. Acho que ela não consegue fazer suas próprias escolhas. No momento em que tenho de escolher por ela, não a estou respeitando. Se eu não respeitá-la, vou tentar controlá-la. Quando dizemos aos nossos filhos como é que eles têm de dirigir a própria vida, na maioria das vezes não os estamos respeitando. Sentimos pena e tentamos fazer por eles o que eles deveriam fazer por si mesmos. Quando eu não me respeito, sinto pena de mim. Acho que não sou bom o bastante para me sair bem neste mundo. Como você sabe que não está se respeitando? Quando diz: “Coitado de mim! Não sou forte, não sou inteligente, não sou bonito. Não, não vou me sair bem”. A autocomiseração vem do desrespeito.

O amor é implacável, não sente pena de ninguém, mas tem compaixão. O medo é cheio de piedade, sente pena de todo mundo. Você tem pena de mim quando não me respeita, quando acha que não sou bastante forte para ser bem sucedido. O amor, por outro lado, respeita. “Amo você, sei que vai conseguir. Sei que é bastante forte, inteligente e bom para fazer suas próprias escolhas. Não preciso escolher por você. Você vai se sair bem. Se cair, posso estender-lhe a mão, ajudá-lo a levantar-se e dizer-lhe para ir em frente.” Isso é compaixão, que não é o mesmo que sentir pena. A compaixão vem do respeito e do amor. Sentir pena vem da falta de respeito e do medo.

Tudo o que pensamos, tudo o que fazemos, tem conseqüência. Se fazemos uma escolha, obtemos um resultado ou uma reação. Se não fazemos nenhuma escolha, também obtemos um resultado ou uma reação. Vamos sentir o efeito de nossos atos, de um jeito ou de outro. Por isso, cada ser humano é completamente responsável por seus atos, mesmo que não queira ser.

Quem caminha pela trilha do amor não tem obrigações nem expectativas. Não sente pena de si mesmo, nem do parceiro. Tudo vai bem para essa pessoa, e é por isso que ela sempre traz um sorriso no rosto. Sente-se bem a respeito de si mesma e, por ser feliz, é gentil. O amor é sempre gentil, e essa gentileza nos torna generosos, abre todas as portas. O amor é generoso. O medo é egoísta e fecha todas as portas.

O amor é incondicional. O medo é cheio de condições. Na trilha do medo, eu amo você, se você deixa que eu o controle, se é bom para mim, se está de acordo com a imagem que faço de você. Crio uma imagem do que você deve ser e, porque você não é, nem nunca será igual a essa imagem eu o julgo e condeno.

Na trilha do amor, todavia, não existe nenhum “se”, não há condições. Amo você sem nenhum motivo, sem justificativas. Amo você do jeito que é, deixando-o livre para ser o que é. Se não gosto do jeito que você é, então é melhor eu procurar a companhia de outra pessoa, que seja do jeito que eu gosto. Não temos o direito de querer mudar quem quer que seja, e ninguém tem o direito de nos querer mudar.

Todo relacionamento é dividido em duas metades. Uma metade é sua, a outra, pode ser de seu filho, sua filha, seu pai, sua mãe, seu amigo, seu parceiro. Você é responsável apenas pela sua metade. Não é responsável pela outra. Não importa o quanto você se sinta ligado à outra pessoa, não importa com que intensidade julgue amá-la, de modo algum poderá ser responsável pelo que existe na mente dela. A verdade é essa, mas o que é que nós fazemos? Tentamos ser responsáveis pela outra metade, e é por isso que os relacionamentos são baseados no medo, no drama, na guerra pelo comando.

Se entramos numa guerra, tentando assumir o comando, é porque não temos respeito.

Não amamos. É tudo puro egoísmo, não amor. Só queremos aquelas pequenas doses que fazem com que nos sintamos bem. Quando não temos respeito, surge a guerra pelo comando, porque cada pessoa sente-se responsável pela outra. Eu preciso controlar você, porque não o respeito. Preciso ser responsável por você, porque qualquer coisa que lhe aconteça vai me ferir, e eu quero evitar a dor. Tento anular sua metade do relacionamento e assumir o controle de tudo. Mas, se assumo o comando do relacionamento inteiro, você perde sua parte. Não, isso não funciona.

Em conjunto, as duas metades compartilham de tudo, criam juntas o mais fantástico sonho. Mas cada uma delas tem um sonho próprio, vontade própria, e a outra, por mais que tente, nunca poderá controlar o que ela sonha, o que quer. Nós temos escolha.

Podemos criar um conflito, uma guerra pelo comando, ou podemos nos tornar companheiros de brincadeiras, colegas de time, que nunca jogarão um contra o outro.

Quando você joga tênis em dupla, tem um parceiro, e vocês dois formam uma equipe. Um não joga contra o outro, nunca. Mesmo que joguem de maneira diferente, têm um mesmo objetivo: divertir-se juntos, com companheirismo. Você não se divertirá, se tiver um parceiro que queira controlar seu modo de jogar, mandando-o fazer isto ou aquilo, dizendo que joga de maneira errada. Logo não desejará mais jogar com aquele parceiro, porque, em vez de fazer parte de uma equipe, ele só quer comandar o jogo.

Sem o conceito de equipe, os dois vão sempre estar em conflito. Tudo começa a melhorar, numa parceria, num relacionamento amoroso, quando as duas partes se vêem como membros e uma equipe. Num relacionamento, como num jogo, a questão não é ganhar ou perder. Jogamos porque desejamos nos divertir.

Podemos falar sobre o amor e escrever mil livros a respeito, mas o amor será algo completamente diferente para cada um de nós, porque temos de experimentá-lo. O amor não tem nada a ver com conceitos, mas com ação. O amor em ação só pode produzir felicidade. O medo em ação só pode produzir sofrimento. O único modo de dominarmos o amor é praticar o amor. Não é necessário justificar o amor que sentimos, ou explicá-lo.

(*) Eugenio Santana, jornalista, escritor. Autor de “Asas da Utopia”, “Guiado pelos Pássaros”, “Florestrela”, “Crepúsculo e Aurora”, entre outros. eugeniosantana9@uol.com.br

sábado, 7 de janeiro de 2012

ESTAGNAÇÃO OU TÉDIO?


ESTAGNAÇÃO OU TÉDIO?

O tédio é algo que sentimos quando a nossa energia vital está bloqueada de algum modo. Normalmente, isso acontece porque existe uma emoção ou sentimentos que temos medo de experimentar e por isso os substituímos pelo tédio. Por baixo do tédio existe tristeza, raiva, dor ou um medo que não queremos sentir. Por isso simplesmente paramos de sentir. Sempre que paramos de sentir, interrompemos o fluxo da nossa energia vital, o que pode resultar no sentimento de tédio.

A vida nunca é entediante. Se estivermos sentindo tédio é porque estamos estagnados – a nossa energia está parada ou sofrendo algum tipo de bloqueio. Precisamos olhar esse sentimento de frente e perguntar, “Em que sentido estou estagnado? Como e por que estou me impedindo de avançar? Qual é o sentimento por trás desse tédio?”
Sempre que sinto tédio, procuro ver o que existe por baixo dele e descobrir quais os sentimentos verdadeiros que ele está encobrindo.

(Eugenio Santana é Jornalista, Assessor de Imprensa, Escritor, Publicitário, Copidesque e Relações públicas)

OCEANO DA TRANSCENDÊNCIA


OCEANO DA TRANSCENDÊNCIA – Se queres ser feliz, não contabilizes as perdas do passado. Coleciona afetos, permite que lagartas se transmutem em borboletas, silencia as palavras sem raízes no coração.

Segue o conselho de Ulisses e foge dos que mastigam lótus em busca da amnésia que produz ilusão de felicidade.

Deixa a chuva embriagar-te, oferta luas à amada e faz da poesia a tua lógica. Ergue teu cálice aos trovadores do inaudito e aos que conhecem o segredo de fazer brotar água de pedra. Descobre Deus nos que aprendem a morrer, todos os dias, para os apegos medíocres e, livres, alçam vôo rumo ao oceano da transcendência.

Reverencia o silêncio como matéria-prima do amor e dá as mãos aos que suprimem a letra erre do verbo armar e se recusam a ser reféns do pessimismo. Sê solidário com os poetas sem poemas, os músicos sem melodias, os pintores sem cores e os escritores sem palavras e com os que jamais encontraram a pessoa a quem declarar todo o amor inefável.

(Eugenio Santana é Jornalista, Escritor, Publicitário, Relações públicas, Copidesque)

domingo, 1 de janeiro de 2012

CÍNICAS MÁSCARAS


A MÁSCARA te oprime. Não a deixas, ainda que o desejes. Não te livras da prisão pessoal a que te obrigas sem saber bem por quê, qual o motivo que te imponha envergá-la sobre o rosto e vais a qualquer sítio, qualquer porto perdido nesses mares que navegas, portando a mesma identidade obscura, o falso rosto, a péssima figura que não diz o que és nem o que pensas, nem o riso ou a dor que ti manam, mas que transita fácil pelo mundo, entrando em qualquer bar ou qualquer banco, para o marketing cínico das máscaras.

(copydesk/fragment by Eugenio Santana - jornalista, escritor, ensaísta)

UM SOL NOVO E DIFERENTE A CADA DIA


Tantas pessoas vivem presas a circunstâncias que as deixam infelizes e ainda assim não tomam a iniciativa de mudar a sua situação porque estão condicionadas a uma vida de segurança, conformismo e conservadorismo,o que lhes parece uma sensação de paz de espírito, mas na realidade nada é mais prejudicial ao espírito aventureiro presente em cada ser humano do que a perspectiva de segurança no futuro. O verdadeiro sentido no âmago do espírito que vive no ser humano é a sua paixão pela aventura. A alegria de viver vem dos nossos encontros com as experiências novas e por isso não existe uma alegria maior do que ter um horizonte que esteja mudando sempre, com um sol novo e diferente a cada dia.

(copydesk/fragment/releitura by Eugenio Santana - Jornalista, Escritor, Ensaísta)

O FRACASSO É UM INGREDIENTE DO SUCESSO, FATOR PRINCIPAL DO RECOMEÇO


A palavra “fracasso” significa mau êxito; malogro; ruína. As palavras “falências” e “falível” têm a mesma origem. O sentido é de não atingir o fim desejado. Mas será que fracasso é apenas a falta de sucesso? Não é simplesmente o ato de fazer algo errado ou de não completar aquilo que havíamos planejado fazer? Talvez não.

Muitas pessoas atingiram metas significativas, mas não encontraram satisfação nelas.

Este também é um dos lados do fracasso. É como escalar uma montanha, chegar até o cume e, então, descobrir que escalou a montanha errada.

Você já se sentiu assim? Já investiu em um relacionamento, em uma carreira ou em um empreendimento que o tenha deixado completamente desapontado? Se já, é bem possível que tenha feito a pergunta: “A vida é apenas isso?”.

A resposta é não. O fracasso não é apenas a dor de uma perda, mas também a dor de um recomeço. O fracasso tem muito a ver com a perspectiva que temos dele.

O fracasso é um ingrediente do sucesso, fator principal do recomeço. Muitas pessoas bem-sucedidas dizem que a chave para tomar decisões acertadas na vida está no fato de termos feito algumas decisões erradas.

Portanto, considere esta pergunta: ”O que você pode fazer para rever a maneira como você enxerga o fracasso?”

Essa é a sua vida, e esses são seus fracassos. Não vai aparecer nenhum helicóptero para resgatá-lo. Nenhum gênio sairá da lâmpada para ajudá-lo. Não existem borrachas mágicas que façam as coisas desaparecerem.

Essa é a sua vida. Não dá para evitá-la. Então, mergulhe dentro dela e recomece. Dê um passo de autoconfiança, confie em Deus, tente novamente na área em que você fracassou. Um pequeno passo prático vale por cem discursos de incentivo que você pode fazer a si mesmo.

“No rio da vida existem fortes correntes que, quando não são enfrentadas, nos carregam rio abaixo. Podemos escolher ser vítimas passivas dessas correntes ou começar a avançar contra elas com determinação.”

(Jornalista e Escritor Eugenio Santana)