quarta-feira, 26 de março de 2014

NÃO PERCA TEMPO COM CAUSAS PERDIDAS (*)

O mundo evolui por meio de conexões reais: relacionamentos amorosos, relacionamentos profissionais e relacionamentos familiares – basicamente. É através deles que nos enriquecemos, que nossos sonhos são atingidos e que o viver bem é alcançado. No entanto, como nos atrapalhamos com essas relações. Tornamos tudo mais difícil do que o necessário. Estabelecemos um modo de viver que privilegia o complicado em detrimento do que é simples. Talvez porque o simples nos pareça fútil. Quem disse? Não temos controle sobre o que pode dar errado, e muita coisa dá: a reação negativa diante dos nossos esforços, o cancelamento de projetos, o desamor, as inundações, as doenças, a falta de dinheiro, as limitações da velhice, o que mais? Sempre há mais. Então, justamente por essa longa lista de adversidades que podem ocorrer, torna-se obrigatório facilitar o que depende de nós. É uma ilusão achar que pareceremos sábios e sedutores se nossa vida for um nó cego. Fala-se muito em inteligência emocional, mas poucos discutem o seu oposto: a burrice emocional, que faz com que tantos façam escolhas esdrúxulas a fim de que pelo menos sua estranheza seja reconhecida. O simples, o fácil e o comum. Você sabe do que se trata, mas não custa lembrar. Ser objetivo e dizer a verdade, em vez de fazer mistérios que só travam a comunicação. Investir no básico (a casa, a alimentação, o trabalho, o estudo) em vez de torrar as economias em extravagâncias que não sedimentam nada. Tratar bem as pessoas, dando-lhes crédito, em vez de brigar à toa. Saber pedir desculpas, esclarecer mal-entendidos e limpar o caminho para o convívio, ao invés de morrer abraçado ao próprio orgulho. Não gastar seu tempo com causas perdidas. Unir-se a pessoas do Bem. Informar-se previamente sobre o que o aguarda, seja um novo projeto, uma viagem, um concurso público, uma entrevista – preparar-se não tira o gostinho da aventura, só potencializa sua realização. Se você sabe que não vai mudar de idéia, diga logo sim ou não, para que enrolar? Cuide do seu amor. Não dê corda para quem você não deseja por perto. Procure ajuda quando precisar. Não chegue atrasado. E não se envergonhe de gostar do que todos gostam: optar por caminhos espinhentos às vezes serve apenas para forçar uma vitimização. O mundo já é cruel o suficiente para ainda procurarmos confusão e chatice por conta própria. Há outras maneiras de aparecer. Temos escolhas. De todos os tipos. As boas escolhas são alardeadas. As más escolhas são mais secretas e, por isso, confundidas com autenticidade, fica a impressão de que dificultar a própria vida fará com que o cidadão mereça uma medalha de honra ao mérito ao final da jornada. Se você acredita mesmo que o desgaste honra a existência, depois não venha reclamar por ter virado o super-herói de uma revista em quadrinhos que ninguém lê.
(*)Copydesk/Fragment by EUGENIO SANTANA, membro efetivo da Academia de Letras do Noroeste de Minas, escritor, jornalista, assessor de comunicação, relações públicas, copydesk, verse maker e self-made man. Sócio da UBE-GO/SC – União Brasileira de Escritores e autor de cinco livros publicados, entre os quais “INFINITOEFÊMERO”, de autoconhecimento, autorrealização e toques motivacionais. Ex-Superintendente de Imprensa no Rio de Janeiro, RJ (2009/11). Contato: e-mail: eugeniosantana9@uol.com.br (34) 9256-7754

sexta-feira, 21 de março de 2014

NÃO SOMOS A SOMA DAS NOSSAS ESCOLHAS (*)

Assim como antes era mais fácil fazer compras, também era mais fácil viver. Para ser feliz, bastava estudar (Magistério para as moças), fazer uma faculdade (Medicina, Engenharia ou Direito para os rapazes), casar (com o sexo oposto), ter filhos (no mínimo dois) e manter a família estruturada até o fim dos dias. Era a maionese tradicional. Hoje existem várias “marcas” de felicidade. Casar, não casar, juntar, ficar, separar. Homem e mulher, homem com homem, mulher com mulher. Ter filhos biológicos, adotar, inseminação artificial, barriga de aluguel – ou simplesmente não os ter. Fazer intercâmbio, abrir o próprio negócio, tentar concurso público, entrar para a faculdade. Mas estudar o quê? Editoração ou Ciência Moleculares? Moda, Geofísica ou Engenharia de Petróleo? Hoje, todos parecem ter 10 anos menos. Quem tem 28, parece 18. Quem tem 39, vive como se fossem 29. Quem tem 40, 50, 60, mesma coisa. Por um lado, é ótimo ter um espírito jovial e a aparência idem, mas até quando se pode adiar a maturidade?
Não somos apenas a soma das nossas escolhas, mas também das nossas renúncias. Crescer é tomar decisões e depois conviver em paz com a dúvida. Adultos sabem que nunca terão certeza absoluta de nada, e sabem também que só a morte física é definitiva. Já “morreram” diante de fracassos e frustrações, e voltaram pra vida. Ao entender que é normal morrer várias vezes numa única existência, perdemos o medo – e finalmente crescemos. (*) por Eugenio Santana, escritor, jornalista, assessor de comunicação, publicitário, relações públicas. Autor de cinco livros publicados. Integrante de 30 instituições culturais do Brasil e Portugal. 18 prêmios literários nos gêneros conto, crônica e poesia. E-mail: eugeniosantana9@uol.com.br Cel. (34) 9256-7754

terça-feira, 18 de março de 2014

BANALIZAÇÃO DAS RELAÇÕES AMOROSAS (*)

Vivenciamos o final de uma época em que as aparências, associadas ao consumismo, ditam regras de comportamento social, e onde suspeitos interesses têm mais poder de influência do que valores humanos. Esta tendência comportamental acaba interferindo nos relacionamentos afetivos, a ponto de banalizar o amor e o sexo nas relações humanas. Desta forma, a busca pelo prazer restringe e enquadra o significado do amor e do sexo nas relações, não permitindo que a experiência propicie aprendizados e crescimento aos envolvidos. Atualmente, é muito comum encontrarmos "receitas ou fórmulas mágicas" de como se relacionar sem sofrer. Dicas, muitas delas provenientes de amigos ou de pessoas bem intencionadas, mas que refletem a crise relacional que o ocidente enfrenta por se submeter à tirania do materialismo, representado pelo dinheiro e o desconhecimento ou descrença nos verdadeiros valores da vida. Neste confuso cenário das relações afetivas, muitos indivíduos perdem-se no gozo das paixões efêmeras, sem se darem conta que o tempo passa velozmente e que a libido -que é apenas uma peça no extraordinário mecanismo do amor- diminui à medida que a idade avança ou a saúde declina. O amor, observado como proposta de crescimento entre duas pessoas que se relacionam, é muito mais que um encontro casual, que tem como estímulo a atração sexual, porque relação afetiva sem a devida valorização dos envolvidos é simplesmente satisfazer instintos primários ligados ao princípio do prazer. Por este motivo, a atual fase ocidental, não afirma ou confirma a emancipação de gêneros; pelo contrário, revela que se houve movimento emancipatório, libertador, este encontra-se atrelado a um estado de alienação provocado por interesses que giram em torno do consumo, da propaganda e de um poderoso valor materialista: o dinheiro. Nesta lógica comportamental e social, a busca pela satisfação tem gerado insatisfação, que por sua vez, gera mais insatisfação e fuga por prazer a qualquer custo. Situação que revela o ciclo vicioso de insatisfação ao qual muitas pessoas estão submetidas por tornarem-se dependentes de prazeres fugazes ou viciosos, seja através do sexo ou de outras formas que causam dependência química ou emocional. Valores são o conjunto de características de uma determinada pessoa, que determina a forma como a mesma se comporta e interage com outros indivíduos, consigo própria e com o meio ambiente. Portanto, valores humanos são valores morais, sociais, éticos -eu acrescento os valores espirituais- que representam um conjunto de regras para uma convivência saudável dentro de uma sociedade. Alguns valores trazemos com a reencarnação. Outros são adquiridos, reforçados ou alterados com a seqüência de vidas do espírito imortal, o que ocorre na infância durante a experiência educativa com os pais biológicos ou substitutos. Na minha experiência como jornalista, escritor e pesquisador da natureza humana, tenho observado um conjunto de valores e crenças, que de uma forma mais ou menos sutil, interfere no comportamento da pessoa adulta a ponto de influenciar nas suas escolhas. Portanto, estes valores internalizados, quando associados à experiência infantil da vida atual, podem ser alterados no sentido positivo ou negativo, conforme a influência parental pela via da educação e convivência. Na falta de valores humanos nas relações afetivas, tornamo-nos pessoas frágeis emocionalmente, desequilibradas psiquicamente, dependentes e carentes. Geralmente, sentimo-nos pessoas com baixa autoestima à procura de um sentido para a vida. E nesta busca, o prazer de efeito imediato pode tornar-se a "fórmula" encontrada de nos relacionarmos com o mundo ao nosso redor, ou seja, de buscarmos gratificações momentâneas no âmbito pelo qual interagimos com outras pessoas, a partir da visão egocêntrica da própria realidade. Desta forma, deixamos de qualificar a experiência existencial porque não valorizamos o amor no sentido de sua intensa relação com os aprendizados da vida. Por outro lado, a valorização do eu está intimamente ligada ao processo de autoconhecimento, que passa pela importância dos valores humanos inseridos no contexto vital. Agir diferentemente é ir à contramão das leis naturais que orientam o ser inteligente para o sentido amoroso da vida. O final de uma época, no entanto, revela o alvorecer de uma nova era de valorização do eu a partir de autodescobertas necessárias à essência em simbiose com o UNO. Este pertencer ao Todo Indivisível é a "chamada" de uma nova fase planetária de responsabilização do homem como agente de seu próprio destino. Você se valoriza e valoriza o outro? É tempo de questionar, refletir e rever conceitos e padrões comportamentais, pois o milênio de transformações começa a pressionar o ser inteligente para que ele se sinta como peça importante da engrenagem universal.
(*) Copydesk/fragment by EUGENIO SANTANA, da Academia de Letras do Noroeste de Minas, escritor, jornalista, publicitário, relações públicas, copydesk, verse maker; self-made man. Sócio da UBE-GO/SC – União Brasileira de Escritores e autor de cinco livros publicados, entre os quais “INFINITOEFÊMERO”, de autoconhecimento, autoajuda e técnicas motivacionais. Ex-Revisor de textos jornalísticos do “Diário da Manhã” e Ex-Superintendente de Imprensa no Rio de Janeiro, RJ (2009/11). Autor do livro biográfico de João de Deus, o médium de Abadiânia. É fundador e Gestor de Conhecimento da Terceira Margem Editora. Imêio: eugeniosantana9@uol.com.br Cel. (34) 9256-7754

segunda-feira, 17 de março de 2014

GRATIDÃO: EXPRESSÃO DE AMOR E DESAPEGO (*)

Nos últimos tempos, tenho refletido muito sobre o sentimento de gratidão e, curiosamente, fui percebendo que outros autores também estavam desenvolvendo trabalhos sobre este assunto, o que me sugere uma característica de sincronicidade. Sendo isso uma verdade, leva-me a concluir que este sentimento está se tornando uma necessidade no processo de evolução para uma parcela significativa da população, que vai recebendo essas sugestões pela canalização que alguns de nós realizamos. Possivelmente, aquelas individualidades cósmicas responsáveis por nossa evolução estão a enviar mensagens abertas sobre a gratidão que, captadas e decodificadas, servem de guia para a humanidade. E por que isso estaria acontecendo? Porque a gratidão é a coroação de construções anteriores que passam pelo desenvolvimento do amor, da humildade, do desapego, pela compreensão holística da vida, entre outros, e que vão nos remetendo, pouco a pouco, a uma noção de ser grato à vida por tudo o que temos podido realizar, usufruir e viver. Não que a gratidão chegue após a conclusão das aprendizagens anteriores, mas o ser humano vai se tornando em prontidão para senti-la quando já avançou na vivência de virtudes anteriores, que continuam como exercícios a serem experienciados, mas que em determinado tempo já oportunizam novas descobertas. A gratidão talvez seja a coroação de uma etapa porque ela irá nos remeter, inevitavelmente, a um estado de paz interior que sem ela seria impossível, já que o oposto da gratidão é justamente a revolta. Viver em um mundo com tantas injustiças, de todos os tipos, acaba nos incitando a uma revolta quase que natural. Na verdade, um certo estado de indignação é necessário como um saudável agente motivador para as ações de renovação. Mas se a indignação ultrapassa os limites para a revolta, este novo sentimento, ao invés de construir, alimenta pulsões destrutivas que perturbam a paz interior. Chegar ao estado de gratidão é muito mais do que expressar um "muito obrigado". Aliás, esta expressão me parece sempre muito inconveniente porque não retrata um estado de gratidão, mas um endividamento aprisionante a estar-se obrigado a alguma coisa porque o ajudaram de alguma forma. O estado de gratidão não diz respeito a uma única pessoa a quem se deva algo, nem a este algo que se tenha recebido em especial. O estado de gratidão firma-se em uma atitude ampla de se sentir permanentemente beneficiado pela vida e, por outro lado, comprometido com esta mesma vida em contribuir para o seu pleno desenvolvimento em todos os aspetos em que ela se manifesta. O estado de gratidão deve fluir naturalmente e não ser focado pontualmente. Mas como ser grato a uma vida que se nos parece tão injusta; que nos impõe vicissitudes e dissabores? Por isso, o verdadeiro estado de gratidão só pode ser vivido por quem está trabalhando especialmente a humildade e uma profunda compreensão das leis cósmicas. Isso porque a humildade é o oposto do orgulho que sustenta a revolta; você deixa de achar-se merecedor de todas as regalias que seu prazer egocêntrico almeja e aceita aquilo que se tornou inevitável. Entretanto, esta aceitação para ser autêntica não pode ser dogmática. Então, somente uma profunda compreensão das leis cósmicas pode nos situar exatamente dentro das nossas necessidades evolutivas, fazendo com que tudo aquilo que nos acontece passe a ter um sentido produtivo. Não em função do nosso desejo, mas das questões que irão nos fazer amadurecer e evoluir. Só é possível chegar a este estado de gratidão quando aprendemos a positivar as experiências que vivemos, buscando nelas o sentido que seja próprio às nossas necessidades evolutivas. Quando entendemos o porquê de estarmos passando por determinada situação, esta situação adquire um sentido real de crescimento que, mesmo marcado por algum nível de sofrimento, traz a satisfação do aprendiz que conquista novos patamares de saber e amadurecimento. Esse porquê, para trazer sentido subjetivo real, não se sustenta em observações generalizadas, do tipo: "passo por isso porque sou um pecador" ou "estou pagando pelos meus erros passados e por isso mereço o que tenho". Somente o sentido subjetivo terá significado produtivo. Tudo o que vivenciamos está em sincronicidade com as transformações que precisamos operar nos padrões de personalidade e caráter espiritual que nos são característicos. Portanto, tudo o que vivenciamos nos diz algo sobre o que precisamos aprender para evoluir. Quando esta percepção se torna clara e espontânea, a pessoa está apta a trabalhar seu estado de gratidão que, na verdade, torna-se um estado emergente neste momento mais maduro da individualidade. Não sei se para você, leitor amigo, estas palavras já fazem algum sentido. Se fazem, busque refletir e avançar nestas conquistas. Se não fazem ainda, mas se você por uma sincronicidade leu este texto até aqui, é porque a vida já está explicitando um convite que merece ser analisado.
(*) Copidesque/Fragmento por EUGENIO SANTANA, Jornalista, Escritor, Publicitário, Assessor de Comunicação, Relações Públicas, Editor. Autor de cinco livros publicados, entre os quais: “INFINITOEFÊMERO”, Editora Kelps, textos de autoconhecimento, auto-realização e técnicas motivacionais. É membro ativo da AMORC - Ordem Rosacruz, desde 1983, grau superior “iluminati”. Integrante de mais de 30 instituições culturais do Brasil e Portugal. Imêio: eugeniosantana9@uol.com.br Cel. (34) 9256-7754

sexta-feira, 14 de março de 2014

A OBRA-PRIMA DE CADA UM (*)

Toda escultura nasceu de uma matéria bruta, até ter sua essência revelada. O que é um ser humano, senão matéria bruta a ser esculpida? Passamos a vida tentando nos livrar dos excessos que escondem o que temos de mais bonito. Fico me perguntando quem seria nosso escultor. Um grupo vai reivindicar que é DEUS , mas por mais que ELE ande com a reputação em alta, discordo. Tampouco creio que seja pai e mãe (ambos já se foram, vale salientar), apesar da bela mãozinha que eles dão ao escultor principal; o tempo, é óbvio. Pai e mãe começam o trabalho, mas é o tempo que nos esculpe, e ele não tem pressa alguma em terminar o serviço, até porque sabe que todo ser humano é uma sinfonia inacabada. Levamos décadas até chegarmos a um rascunho bem-acabado de nós mesmos, que é o máximo que podemos almejar. Quando jovens, temos a arrogância e a prepotência de achar que sabemos muito, e, no entanto, é justamente esse “muito” que precisa ser desbastado pelo tempo até que se chegue no cerne, na parte mais central da nossa identidade, naquilo que fundamentalmente nos caracteriza. Amadurecer é passar por esse refinamento, deixando para trás o que for gordura, o que for pastoso, o que for desnecessário, tudo aquilo que pesa e aprisiona, a matéria inútil que impede a visão do essencial, que camufla a nossa verdade. O que o tempo garimpa em nós? O verdadeiro sentido da nossa vida.
O tempo, escultor de todos nós, age da mesma forma: de uma hora para a outra, dá seu trabalho por encerrado. Mas enquanto ele ainda está a nosso serviço, que o ajudemos na missão de deixar de lado os nossos excessos de vaidade, de narcisismo, de futilidade. Que finalmente possamos expor o que há de mais precioso em você, em mim, em qualquer pessoa: nosso afeto e generosidade. Essa é a obra-prima de cada um, extraída em meio ao entulho que nos cerca. (*) Copydesk/fragment by EUGENIO SANTANA, da Academia de Letras do Noroeste de Minas, escritor, jornalista, publicitário, relações públicas, copydesk, verse maker; self-made man. Sócio da UBE-GO/SC – União Brasileira de Escritores e autor de cinco livros publicados, entre os quais “INFINITOEFÊMERO”, de autoconhecimento, autoajuda e técnicas motivacionais. Ex-Revisor de textos jornalísticos do “Diário da Manhã” e Ex-Superintendente de Imprensa no Rio de Janeiro, RJ (2009/11). Autor do perfil biográfico de João de Deus, o médium de Abadiânia. É fundador e Gestor de Conhecimento da Terceira Margem Editora. Imêio: eugeniosantana9@uol.com.br Cel. (34) 9256-7754

NOSSOS MEDOS E LIMITAÇÕES (*)

As mudanças podem nos parecer tão ameaçadoras que preferimos passar a vida na segurança dos velhos modos de ser e de viver, que já não trazem mais nenhuma satisfação, a arriscar mergulhar no desconhecido que nos revela cada dia. Nossos medos nos fazem adiar a vida por tempo ilimitado, sempre deixando para um futuro que nunca chega, a suposta felicidade que vai vir de alguma ação que vamos ter um dia. O tempo vai passando e vamos nos acostumando tanto com nossas proteções que, pode ser que o Universo precise nos dar uma sacudida, colocando-nos diante de coisas que não podem mais ser adiadas tomando a decisão que já deveríamos ter tomado para a mudança. Muitas vezes, a vida nos coloca de frente com situações que nos fazem pensar que as coisas chegaram ao fim. o fim dos nossos sonhos, das nossas esperanças em alguma área mas, pode ser justamente o caminho que o Universo encontrou para um recomeço para uma vida mais plena e satisfatória. Recentemente, acompanhei uma história onde uma pessoa se viu diante de uma situação assim, se viu diante do que ela mais temia. O que representava o seu maior medo, se concretizou e, no princípio as coisas foram mais difíceis mesmo, mas com o passar do tempo essa pessoa se transformou de uma forma que ninguém poderia imaginar e muitas das suas limitações e dos seus medos foram deixados para trás. Olhando essa pessoa, você percebe claramente que ela passou por uma mudança tão profunda que muitas das coisas que eram limitação para ela agora parece que nunca existiram e ela acessou partes criativas que antes nem ousava manifestar, porque sua energia era gasta em criar escudos de proteção para que seu medo não se manifestasse. O medo nos faz criar tantos escudos de proteção que acabam se transformando em prisões onde nós somos os prisioneiros e, quando focamos no que tememos, acabamos atraindo aquilo para nossas vidas. A cura, nesse caso, veio por esse caminho, onde ela pensou que as coisas tinham chegado ao fim em determinada área, mas na verdade, o que veio depois que ela liberou os medos foi o início de uma outra vida muito mais plena. De uma forma ou de outra, quando estamos prontos para renascer, se não cooperamos trabalhando nossos medos e nossas limitações, o Universo provoca mudanças, pequenas mortes para grande renascimentos. Se queremos mesmo transformar o que não está bom... o dia é sempre hoje e a hora é sempre agora. Os medos são os maiores limitadores, e encará-los de frente, trabalhando para liberar a causa desses medos, pode nos revelar partes nossas que nem imaginávamos que existiam. Sempre que identificamos algum medo, ao invés de fingir que ele não existe e adiar mais um pouco a vida, podemos fazer alguma coisa para libertá-lo.
(*)copydesk/fragment by EUGENIO SANTANA, da Academia de Letras do Noroeste de Minas, escritor, jornalista, publicitário, relações públicas, copydesk, verse maker; self-made man. Sócio da UBE-GO/SC – União Brasileira de Escritores e autor de cinco livros publicados, entre os quais “InfinitoEfêmero”, Ex-Revisor de textos jornalísticos do jornal “Diário da Manhã” e Ex-Superintendente de Jornalismo no Rio de Janeiro, RJ (2009/11). Autor do perfil biográfico de João de Deus, o médium de Abadiânia. É Gestor de Conhecimento na Terceira Margem Editora. E-mail: eugeniosantana9@uol.com.br (34) 9256-7754

quarta-feira, 12 de março de 2014

AO MEU PAI FABIÃO E MEU FILHO ENZO (*)

Pai, eu vi um pássaro voando e me lembrei de você. E o meu coração se encheu de saudade... Dos seus braços fortes me segurando no colo. Dos seus conselhos severos e de suas esperanças em meu futuro. Do quanto você teve paciência e tolerância comigo. Sabe, quando somos jovens, não sabemos o que um pai sente. Não valorizamos quem segura nossa barra e nos sustenta. Com o tempo, também nos tornamos pais, e aí compreendemos. A experiência transforma o olhar e faz ver além... Então, lembramos de que um dia fomos filhos. E a saudade vem de cheio, junto com o agradecimento. Pai, ontem eu não sabia; hoje eu sei, com todo meu Ser. Com a chegada do meu filho Enzo Gabriel, o vento do amor arejou meu coração. Assim como arejou seu coração, quando você me recebeu como seu filho. Fico pensando nas coisas que não são ditas entre pais e filhos. Coisas que o tempo leva na memória do vento... Coisas que não têm preço. Lembranças que viajam pela Asa do coração... Com o passar dos anos, sinto o que antes não sentia. Amando meu filho, penso no seu amor por mim. E se isso é assim, aqui no Planeta-escola, imagino um Amor Maior, em tudo. Um Grande Coração Universal, onde pais e filhos viajam nos sentimentos reais. Fico imaginando o Poder Maior que nos colocou aqui, como pais e filhos. E elevo meus pensamentos a Ele, Pai de todos nós, agradecendo o presente. Sim, agradeço o presente de hoje ser pai, e de um dia ter sido seu filho. Pai, o Pássaro do Amor passou voando pelas fibras do meu coração. E ele me disse: "O Grande Espírito lhe ordenou escrever algo para os pais e filhos". Não questionei, apenas escrevi o que senti, consciente da missão. Pois sei que há um Poder Maior capaz de interligar invisivelmente as consciências. Como sei, também, que algumas palavras podem chegar no momento certo para alguém. Talvez, a corações feridos, que reconsiderem sentimentos e reúnam novamente pais e filhos. Ou, simplesmente, por entre os planos da vida, pais e filhos se toquem no infinito. Por obra e graça de um Poder Maior, isso é possível. Como é possível refletir... Sim, refletir, para recomeçar. Talvez para melhorar pais e filhos, pela vastidão do Universo criado por Deus – Todo-Poderoso: Onisciente, Onipresente e Onipotente. Então, que esses escritos viajem nas Asas do Vento, cumprindo sua função e unindo corações.
Que o Pássaro do amor leve essas palavras a quem de direito, como deve ser... (*)copydesk/fragment by EUGENIO SANTANA, da Academia de Letras do Noroeste de Minas, escritor, jornalista, publicitário, relações públicas, copydesk, verse maker; self-made man. Sócio da UBE-GO/SC – União Brasileira de Escritores e autor de cinco livros publicados, entre os quais “InfinitoEfêmero”, Ex-Revisor de textos jornalísticos do jornal “Diário da Manhã” e Ex-Superintendente de Jornalismo no Rio de Janeiro, RJ (2009/11). Autor do perfil biográfico de João de Deus, o médium de Abadiânia. É Gestor de Conhecimento na Terceira Margem Editora.

terça-feira, 11 de março de 2014

SEM RESSENTIMENTOS (*)

Falar a nossa verdade é uma das coisas mais difíceis para nós. Dizer às pessoas - especialmente aquelas que amamos e admiramos - o quanto estamos chateados com eles, é extremamente difícil; a razão que faz com que seja tão difícil é que temos medo de rejeição, de perder sua aprovação e, finalmente, perder o seu amor.
Se quisermos ser gentis e amigáveis, nossas interações tornam-se uma representação, uma atuação onde o amor verdadeiro é difícil de encontrar. Quando você decide enfrentar o medo da rejeição e dizer o que você realmente sente, algo surpreendente acontece. A sua transparência o liberta, o que lhe permite liberar os juízos e emoções acumuladas e deixar ir o ressentimento. Assim, a apreciação e inocência que a relação tinha tido antes podem voltar. Esta é a razão pela qual muitos casais vão crescendo separados ao longo do tempo: por medo de perder o outro, escondem o que realmente sentem. O resultado? Duas pessoas que estão fisicamente próximas, mas separados internamente de qualquer maneira. A necessidade de sermos aprovados por nossos entes queridos, de controlar e manipular a sua opinião acerca de nós, vem de nossa própria necessidade de aceitação e amor. Só quando perdemos a capacidade de aceitar a nós mesmos é quando começamos a nos preocupar com o que os outros pensam e, por isso, começamos a esconder e retorcer para nos tornarmos o que nós consideramos "bom o suficiente". A fim de mudar essa situação, nós temos que ir para dentro e começar a buscar em nós mesmos. Há muitas maneiras de ir para o interior; algumas pessoas usam a meditação, outros simplesmente se concentram em estar presentes consigo mesmo... Eu ensino as facetas do meu sistema, que é o que funcionou para mim. O importante é que você comece a se ouvir, prestando menos atenção à forma como o exterior diz que você seja e começar a ouvir a voz do seu próprio coração. Isto tornará mais fácil para você começar a falar a sua verdade e soltar a necessidade de aprovação externa. O ressentimento vem de sentir carência de algum tipo: de se sentir maltratado, desrespeitado, ou ferido de alguma forma. Quando você se sentir assim, escolha dar. Quando você dá, você leva sua atenção longe de seu próprio drama de insatisfação e, imediatamente, você se concentra na abundância: naquilo que você tem, em vez do que está errado ou o que está faltando. Esta é uma forma muito poderosa para mudar o seu foco, da carência para a apreciação. O ressentimento é um truque que temos para ficar longe da apreciação da beleza do momento presente. Não deixe que ele o domine: a vida é preciosa demais, muito cheia de emoção e oportunidades para permanecermos presos no passado. Utilize estes passos simples para treinar e experimentar o frescor do aqui e agora, e você ficará livre de ressentimentos. (*) Copydesk/Fragment by EUGENIO SANTANA, membro efetivo da Academia de Letras do Noroeste de Minas, escritor, jornalista, assessor de comunicação, relações públicas, copydesk, verse maker e self-made man. Sócio da UBE-GO/SC – União Brasileira de Escritores e autor de cinco livros publicados, entre os quais “INFINITOEFÊMERO”, de autoconhecimento, autorrealização e toques motivacionais. Ex-Superintendente de Imprensa no Rio de Janeiro, RJ (2009/11). Contato: e-mail: eugeniosantana9@uol.com.br (34) 9256-7754

sábado, 1 de março de 2014

A CRÔNICA DO AMOR PERDIDO (*)

Quem quer ser trocado? Quem quer ser preterido por outra pessoa? É verdade: descobrir que a pessoa que você ama preferiu ficar com outra em vez de continuar com você dói! E não é pouco, não! Diria que raras situações são tão dolorosas como essa! A pessoa fica sem chão. Não sabe o que fazer e nem para onde ir. A pergunta que grita dentro dela, entre lágrimas e um milhão de pontos de interrogação, é: "e agora?". Mas tem outras: "o que fiz de errado?", "o que aquela pessoa tem que eu não tenho?", "o que deveria ter sido diferente?", entre outras que, quer saber? Em princípio, não ajudam em nada! Algumas pessoas, ainda, decidem interpretar essa situação como se seu amor tivesse sido roubado. Será? Será mesmo que alguém rouba uma pessoa adulta, inteligente, com vontade própria e que sabe fazer escolhas? Não me parece! Então, por mais difícil que seja, é bom começar a admitir que ela foi porque quis. Que ela fez uma escolha. E que, acima de tudo, ela tem esse direito! E isso quer dizer alguma coisa! Alguma coisa muito importante e que você precisa escutar: neste momento, era o melhor que poderia ter acontecido! Era assim que tinha de ser! Nada é por acaso! Você pode não compreender agora. Mas vai compreender mais pra frente. Você pode estar doendo mortalmente, mas vai passar, pode apostar. E enquanto não passa, você tem saída! Tem opções. Não precisa doer sozinho. Não precisa suportar tudo isso bem quietinho. Veja bem! Fazer um tremendo escândalo e expor todo mundo é uma saída. Mas não é a melhor, certamente. Não é sensato e, muito provavelmente, você vai se arrepender antes mesmo de se sentir melhor de verdade. Gritar e chorar muito também é uma saída. Mas é melhor que você faça isso dentro de casa. É bom pra colocar pra fora essa dor lancinante. Falar o que pensa e sente também é bom! Mas que seja para a pessoa certa. Se for possível, para o ex-amor. Além disso, um bom profissional, tal como um psicanalista, pode ser essencial. Alguém que ajude você a assimilar e digerir o que aconteceu e a lidar com o que está acontecendo pode ser a grande diferença entre um passo adiante e a estagnação diante da dor. No mais, viver um dia de cada vez é fundamental! Ninguém vive o luto da perda de um amor numa noite. É um processo. E pode ser cheio de aprendizado e amadurecimento. Tudo vai depender do que você vai fazer com o que está sentindo. Culpar alguém por ter roubado seu amor não é, definitivamente, uma conclusão eficaz. Serve apenas para tornar você uma mera vítima das circunstâncias. E vítimas são reféns do destino. Permita-se vivenciar o sofrimento. Peça colo aos amigos e familiares. Você realmente vai precisar de alguns dias, semanas e talvez até meses para se superar. Tudo bem! Acolha-se! Respeite sua dor. Mas permaneça atento, porque quando se sentir um pouco mais forte será o momento adequado de se levantar e recomeçar. Se você tiver aproveitado esse tempo para rever a sua parte nesta situação, para aprender com seus próprios enganos e para se dar conta de suas convicções limitantes, nada mais poderá detê-lo. Você vai voltar pra vida e pro amor muito melhor, muito mais pronto para atrair, não alguém que esteja em dúvida ou que abandone o barco na primeira dificuldade. Não alguém que minta e seja covarde no momento de fazer uma escolha. Não! Alguém que esteja disposto a permanecer ao seu lado para o que der e vier. Alguém que, embora não possa lhe garantir a eternidade, pode sim, comprometer-se com a verdade desse amor dia após dia. Por que se acabar, não será por qualquer tipo de delito ou crime contra um coração! Será, sobretudo, por dignidade. Porque é assim que é... e o tempo comprova essa verdade!
(*) Copydesk/Fragment by EUGENIO SANTANA, membro efetivo da Academia de Letras do Noroeste de Minas, escritor, jornalista, assessor de comunicação, relações públicas, copydesk, verse maker e self-made man. Sócio da UBE-GO/SC – União Brasileira de Escritores e autor de cinco livros publicados, entre os quais “INFINITOEFÊMERO”, de autoconhecimento, autorrealização e toques motivacionais. Ex-Superintendente de Imprensa no Rio de Janeiro, RJ (2009/11). Contato: e-mail: eugeniosantana9@uol.com.br (34) 9256-7754